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PROJETOS => Projeto - Smile => Tópico iniciado por: Rudolf Waller em 23 de Janeiro de 2007, 00:20
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Oi pessoal,
Ufa...
O painel frontal tá quase pronto, falta só uns retoques finais.
Não resisti... A vontade de mostrar logo a jiga prá vocês foi maior do que esperar terminar :)
Vamos à apresentação da menina:
Do lado esquerdo temos 15 jack P2 estéreo, que podemos ligar como entradas ou saídas conforme a necessidade;
2 conectores banana para a saída da tensão, 1 para o positivo e o outro para o terra;
2 conectores P4 de uso geral;
Ao lado deles um ajuste manual;
Em cima um display de 7 segmentos com 4 dígitos;
Ao lado um display LCD gráfico 48x84;
Em cima deste display 3 leds bicolores, cuja função será sinalisada pelo display;
Embaixo e no lado direito do display temos 5+3 push bottons, cuja função também será sinalisada pelo display. Do lado esquerdo do display tem furações para serem colocados mais 3 push bottons, que só serão colocados se eu conseguir achar exatamente o modelo da tecla (acabou aqui em casa);
Finalmente um teclado para introdução de valores, configurações, ...
O melhor de tudo é que foi utilizado bastante material que estava encostado aqui em casa, como a caixa (estabilizador de fax que não uso há anos), o painel fontal (parte de uma tampa de impressora) e o display LCD gráfico (celular Nokia pifado).
Não pretendia colocar contact, pois a base do painel é um plástico com aparência "rugada" que ficaria muito bonito. Só que as navalhadas me obrigaram a fazer algumas adequações de projeto (gambiarras). Aí foi melhor esconder tudo debaixo do contact :)
Até ontem pensava em colocar um microcontroladorzin ho para tomar conta do galinheiro. Hoje já mudei de idéia: Com tanto potencial prá fazer o que quiser, vou colocar um DSP prá tomar conta. Assim fica muito mais fácil gerar sinais analógicos mais complexos e utilizar o display gráfico para funções mais nobres, como um pequeno osciloscópio ou um analisador de espectro. O hardware já permitiria isso, basta arranjar tempo para fazer o firmware :)
Ou seja, o céu é o limite :)
Abraços,
Rudolf
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Não resisti... A vontade de mostrar logo a jiga prá vocês foi maior do que esperar terminar :)
Uhuuuuu !!! :D
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Rudolf,
Você está me saíndo melhor que a encomenda...
Você diz que não tem habilidades mecânicas... imagina se tivesse!
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Rudolf,
Toca MP3 tambem ??? ... manda um pra ca ... heheeee
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Toca MP3 tambem ???
Reinaldo, sei que vc tá fazendo piada, mas Freud explica ... vc tem interesse em tocadores de MP3, carputers em particular ?
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Jorge,
Voce falou em grego agora, carputers ? Eu estou por fora, o que é ?
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Mac,
Eu não devia dar tudo mastigado, mas vá lá:
http://en.wikipedia.org/wiki/Carputer
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Mestre Fabio,
Você diz que não tem habilidades mecânicas... imagina se tivesse!
E não tenho MESMO. É que sou meio teimoso :)
Qualquer dia a gente faz uma seção de humor e mostro como NÃO se deve fazer :) Se com o parafuso foi hilariante, imagina algo bem mais complexo como DOIS parafusos :)
O que você viu foi só uma foto. Ao vivo é muito importante ver a uns 5m de distância (ou mais) :)
Abraços,
Rudolf
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Grande Reinaldo,
Toca MP3 tambem ??? ... manda um pra ca ... heheeee
Você pergunta rindo e respondo sério: Sim, pode tocar. É um DSP que tá lá dentro :)
Sei que é muito canhão só para uma jiga, mas o céu (e a imaginação) é o limite :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Não perguntei brincando, derrepente o motor pode trabalhar melhor ao som de uma Celine Dion !!! ... heheheee
Brincadeira, eu estou para fazer uma bancada de testes (para solda), ja faz uns ... 25 anos, mas ainda não tive tempo ... heheheeee
Mas voce esta no caminho certo, se não faz logo, não faz nunca e parabens, concordo com o Fabio, esta ficando 10 !!!
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Oi pessoal,
Conversando com Sir Jorge, estamos chegando a conclusão que para gerar as tensões configuráveis, poderemos utilizar neste primeiro teste:
1- reles que comutarão os taps do transformador multi-enrolamentos que já estou utilizando de forma manual. As tensões de saída serão 12V, 36V, 56V e 97V.
Ou
2- todos os enrolamentos do secundário do trafo acima em série (tensão em torno de 97V retificado e filtrado), com um tiristor no primário com um opto MOCxxx controlado pelo DSP. Se a tensão estiver abaixo do valor desejado, o tiristor conduz, senão não conduz. A simplicidade fica por conta de não ter circuito de detecção de cruzamento por zero e a vantagem fica por conta da possibilidade de uma melhor seleção da tensões de saída. Já a desvantagem é que o ripple deverá ser um pouco maior.
Alguma outra sugestão extremamente rápida de ser feita?
Abraços,
Rudolf
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Ahhh,
Eu acho que com o segundo caso, que não precisa de um circuito de detecção de cruzamento por zero fica muuuuuuito melhor...
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Não aprovo, vai ficar ruim ...
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Meu nome não é Tassia ... ta se achando ... heheheee
Mas não aprovo e não aprovo ... hehehee
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Não aprovo, vai ficar ruim ...
Claro que vai, mas vc não vai dizer o pq ??? :twisted:
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Jorge,
Vai gerar muitooooo ripple, não vejo dificuldades em fazer o zero cross ... mas não gosto de circuitos controlados por tiristores ...
Eu faria a retificação da rede e botaria 4 IGBTs controlando a corrente e frequencia (primaria) ... ficaria show ...
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Podemos criar um topico e desenvolver juntos ... Que tal ??? Eu tenho outro uso para isto ... heheheee
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Podemos criar um topico e desenvolver juntos ... Que tal ??? Eu tenho outro uso para isto ... heheheee
E eu não sei das suas más intenções ? he, he , he ... pergunta pro Rudolf o que eu comentei com ele ... chegou a me passar pela cabeça comentar com vc em privado, mas ... fui ao médico e esqueci ...
Tá combinado, vamos lá ...
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Jorge,
Claro que voce sabe, só esta sendo cavalheiro ... hehehee
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Grande Reinaldo,
Vamos por partes :)
Nesta PRIMEIRA VERSÃO, o mais importante é minimizar o tempo para o início dos testes, e coloquei as 2 maneiras mais rápidas de se fazer isso. Claro que não são as melhores :)
Vai gerar muitooooo ripple,
Sim, vai. Só que uma fonte de corrente, como é o caso de um chopper, tem que ser imune a isso, da mesma forma que uma fonte de tensão tem que ser imune à variação da corrente fornecida.
Mesmo o Smile, cujo controle de corrente ainda não está 100%, vai fornecer uma corrente aproximadamente constante. Como nossa preocupação no momento é analisar as temperaturas em diversos pontos, creio que é o suficiente (por enquanto).
Já na hora de afinar o controle de corrente, a fonte tem que estar redondinha :)
não vejo dificuldades em fazer o zero cross ...
Não, não é difícil fazer. Só que demanda tempo :) Além do circuito tem a programação, sincronismo, ...
mas não gosto de circuitos controlados por tiristores ...
:D
Eu faria a retificação da rede e botaria 4 IGBTs controlando a corrente e frequencia (primaria) ... ficaria show ...
Concordo, ficaria.
Uma outra possibilidade é usar um trafo 110V <-> 110V+110V, retificar, filtrar e fornecer a tensão via um par de fets controlados pelo DSP. Como as tensões DC seriam em torno de -150V a +150V, daria para gerar tensões DC de 0 a 150V, tanto positivas como negativas e, por que não, tensões AC com amplitude e freqüência ao gosto do freguês (vulgo inversor) :)
Por enquanto, só penso em fazer o mais rápido com resultado satisfatório (ou um pouco abaixo disso) :)
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Comecei a fazer a jiga. Semana passada foi a parte mecânica do painel frontal, ontem foi o painel traseiro e o começo da fonte de alimentação, que desmanchei e comecei de novo hoje (por 2 vezes).
O DSP é alimentado por 3,3V, alguns componentes com 5V, os reles são de 12V. A jiga vai ter componentes ruidosos como reles, leds. Já outros precisam de uma fonte bem limpa, como amplificadores operacionais. Aí resolvi fazer uma fonte de verdade :) Já que é prá fazer bem feito, não foi feito uma fonte, mas sete :shock:
O trafo da jiga tem um secundário de 12+12V @ 800mA, retificador de onda completa e filtro com 2 capacitores de 4700uF @ 15V, gerando uma tensão de +18V e -18V (sem carga). Para regular as tensões foram usados diversos 78xx e 79xx e 1 LM317 para gerar:
Fontes de tensão "limpa" (para serem usadas exclusivamentre por componentes que não geram ruído na alimentação) de 3,3V, 5V, +12V e -12V;
Fontes de tensão "suja" de 5V, +12V e -12V para serem usados em componentes que geram ruído na alimentação. Fora as tensões de +12V e -12V "limpas", todos os outros reguladores tem dissipador, e uma ventoinha de 24V jogando vento sobre eles.
Pô, isso não é exagero? Bão, como não sei tudo o que vou colocar nesta jiga daqui a uns anos, acho que é melhor caprichar agora do que arrancar os cabelos para entender o que pode estar acontecendo.
Ah! As fontes estão numa placa própria, com 7 leds indicando a situação de cada tensão. Costumo usar e abusar de leds com esta finalidade. Se tem algum destes que não está aceso, vou direto na fonte em vez de quebrar a cabeça no circuito :)
Eu ia usar o mesmo DSP do Smile. Pela jiga ser protótipo (não pretendo mandar fazer placa de circuito impresso), eu teria que canibalizar o protótipo do Smile para pegar o DSP de lá, e o coração se recusava a fazer isso. Fuçando os DSPs, achei um outro que também serve. Na verdade é o irmão mais velho do do Smile. Roda quase 3 vezes mais rápido, tem mais pinos (48 ao invés de 32), ... O encapsulamento é um pouco diferente (SMD também), já não poderia usar a mesma placa adaptadora do Nenêm. Procurando estas placas, achei uma que serve para este DSP. O Luiz já o soldou nesta placa e amanhã cedo começo a ligar os sinais dele.
Se eu estava achando que usar um DSP nesta jiga já era um canhão, imagina um bem mais rápido e com muito mais recursos :)
Vamos ver o que nos espera...
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
A jiga tá quase operacional :)
Já está implantado:
-Saída analógica de 0V a 3,3V, com resolução teórica de 0,5mV (em malha aberta), que vai servir para configurar a corrente que o Smile enviará ao motor;
-Buffer de 4 bits que acionará o tiristor ou os reles da fonte do motor. Está montado de tal forma que cada 74HC374 a mais permitirá 8 bits extras que poderão ser utilizados para acionamento via rele ou opto-acoplador, led, ... :)
-Já estão montadas as entradas analógicas (leitura de tensão). Estão sendo usadas 2 (das 8 entradas analógicas que o DSP tem) para multiplexar 16 entradas (expansível) através do mux analógico 4051. Ou seja, já dá prá ler 16 (através do mux externo)+6 (leitura direta) tensões analógicas. Falta só terminar de ajustar a leitura propriamente dita;
-Comunicação serial RS-232 a 9600. Fiz um protocolozinho bem chulé com comandos em ASCII, mesmo. Digita-se estes comandos no Hiper Terminal e a jiga executa o comando. Os comandos já implantados são:
A0=1300 => coloca 1300mV na saída 0;
V3? => lê a tensão (em mV) da entrada 3;
R2=3 => grava 3 (hexa) no registrador (buffer) número 2.
Fora o que ainda falta, a jiga tá pronta :)
Abraços,
Rudolf
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A jiga tá quase operacional :)
-Já estão montadas as entradas analógicas (leitura de tensão). Estão sendo usadas 2 (das 8 entradas analógicas que o DSP tem) para multiplexar 16 entradas (expansível) através do mux analógico 4051. Ou seja, já dá prá ler 16 (através do mux externo)+6 (leitura direta) tensões analógicas. Falta só terminar de ajustar a leitura propriamente dita;
Dãããããããããããã!
Hoje cedo caiu a ficha! O conversor A/D tem resolução de 12 bits, e fiz as contas como se tivesse 16 :) São só 4 bits, ninguém vai perceber a diferença, mesmo :)
Vou aproveitar e mudar a leitura do conversor A/D de lugar. Atualmente faz parte do interpretador de comandos da serial. Vou transferir para a interrupção periódica (20us), pois fica mais fácil fazer outros tipos de controles lá, como a fonte do motor, por exemplo.
Definitivamente era o último bug (*) :D
Abraços,
Rudolf
(*) Circulava esta mensagem (tag line) na BBS dos áureos tempos.
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Heheheheee
Vejo que voce é um sujeito otimista ... de 65000 p/ 4000 são apenas 4 bits ... heheheeee
Realmente não da para perceber ... heheheeeee
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Grande Reinaldo,
Vejo que voce é um sujeito otimista ... de 65000 p/ 4000 são apenas 4 bits ...
Convenhamos, é um pulinho, um tirinho de espingarda :)
Na prática é um pouco mais confuso. Um A/D de 16 bits vai de 0 a 65535, e um de 12 bits vai até 32767.
CUMÉQUIÉ??? Não seria até 4095???
Os DSP da Freescale tem uma característica muito interessante: os conversores A/D são de 12 bits, só que shiftados 3 bits para esquerda. Ou seja, não vão até 4095, e sim 32767. E prá que isso???
Simples! Um DSP é um mastigador de números, e diversas aplicações são com filtros digitais de sinais analógicos convertidos para digital. DSP quer dizer Digital Signal Processor, ou processador de sinais digitais.
Sei, sei... E daí?
Normalmente um sinal analógico tem excursão (nem sei se o termo é este) com polaridade negativa e positiva. Como o DSP funciona com tensão de 3,3V, você soma uma tensão (1,2V por exemplo) ao sinal de entrada. Se o sinal original é de -1V a +1V, o sinal na entrada do DSP vai de -1V+1,2V=0,2V a +1V+1,2V=2,2V.
Então você configura num registrador de cada um dos 8 canais dos conversores A/D qual o valor do zero, ou seja, 1,2V. Quando você for ler o valor do sinal de entrada, o conversor já vai lhe passar levando-se em conta o zero adicionado, ou seja, o número lido é um número inteiro em complemento de 2 de 16 bits, indo de -32768 a +32767.
Por isso o shift para a esquerda. Demorei um pouco para me lembrar desta característica :)
Agora tá quase tudo certo em relação a leitura de sinais analógicos. Só vou colocar um seguidor de tensão com amplificador operacional para evitar sustos.
Abraços,
Rudolf
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Calma Rudolf !
Só fiz uma brincadeira ! ... agora eu entendi, 12 bits no DSP são 15, mas e 16 quantos são ??? Seriam 19 ??? ... heheheeee
É que voce disse: são só 4 bits de diferença ... ???
Voce esta parecendo uma enguia, escorrega mais do que quiabo ... heheheeee
Mas fica frio, para mim não tem a menor importacia, com 10 bits eu ja faço milagres ... heheheeee
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Grande Reinaldo,
Calma Rudolf !
Só fiz uma brincadeira ! ...
Você brincou e eu aproveitei o gancho da sua brincadeira para comentar uma característica bem interessante deste DSP :D
Relaxa, como estou entre amigos, passei a informação como se estivéssemos proseando numa roda de bar :)
É isso que acho legal no GuiaCNC: o nível do pessoal é fantástico, e o tom é sempre descontraído :) Sem contar a disposição de todos de ensinar, aprender...
agora eu entendi, 12 bits no DSP são 15, mas e 16 quantos são ??? Seriam 19 ??? ... heheheeee
Já pensou???
É que voce disse: são só 4 bits de diferença ... ???
Quase nada :) A diferença chega a ser psicológica! hahahaha
Voce esta parecendo uma enguia, escorrega mais do que quiabo ...
hahahaha
Mas fica frio, para mim não tem a menor importacia, com 10 bits eu ja faço milagres ... heheheeee
Se formos ver por outro lado, um único bit (0 ou 1) já pode fazer milagre: Um sensor de fumaça que sinaliza através de um único fio se temos que correr ou não, por exemplo :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
O fato de você rotacionar 3 bits p/ a esquerda, não altera a resolução do A/D e sim a grandeza do valor que você ira trabalhar ... cada rotação multiplicara o resultado por 2, mas a resolução do A/D continua sendo a mesma, 12 bits ...
Elevar o zero para se ler valores negativos, também não altera em nada a resolução do A/D ...
Desculpe a minha colocação, mas qualquer CPU faz isto que você cita, o DSP já deve ter um algoritmo pronto, mas nada que não possa ser feito com meia dúzia de instruções em qualquer outra CPU ... inclusive em um PIC12F65 ... não precisa ser um DSP freescale ... hehehee
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Grande Reinaldo,
O fato de você rotacionar 3 bits p/ a esquerda, não altera a resolução do A/D e sim a grandeza do valor que você ira trabalhar ... cada rotação multiplicara o resultado por 2, mas a resolução do A/D continua sendo a mesma, 12 bits ...
Elevar o zero para se ler valores negativos, também não altera em nada a resolução do A/D ...
Concordo com você em gênero, número, grau e resolução de A/D :) Claro, nem poderia ser diferente :)
Desculpe a minha colocação, mas qualquer CPU faz isto que você cita, o DSP já deve ter um algoritmo pronto, mas nada que não possa ser feito com meia dúzia de instruções em qualquer outra CPU ... inclusive em um PIC12F65 ... não precisa ser um DSP freescale ... hehehee
Como sempre, concordo com você com um esclarecimento deste tamaninho :) O DSP faz isso por algoritmo, só que por hardware. Tem um outro modelo que você grava o erro de offset e o ganho e ele já rumina tudo prá você :)
Claro que a jiga não precisa de um DSP NESTA ETAPA DE TESTES. Não, mesmo :) Ele está sendo usado por ter um aqui em casa e o controladorzinho que estava pensando em usar ter poucos pinos.
Mais tarde, dependendo do que necessitarmos testar, fica difícil fazer sem ser turbinado por um DSP :) Só para citar alguns exemplos, imagina usar o display gráfico para fazer um osciloscópio ou até um analisador de espectro de freqüências em tempo real. Ou, por outro lado, um gerador de ondas mais complexas do que apenas uma onda quadrada.
Nem precisamos pensar em aplicações tão vagas. Imagina analisar a fundo todos os sinais elétricos, sejam de tensão ou corrente, em todas as partes do Smile. Em outro tópico estava-se discutindo o porque de um driver/motor apitar. Se apita, oscila. Mas oscila como, aonde, de que forma, quem causa, como eliminar, ...? Olha a quentidade de estudo que não pode sair disso?
Voltando ao começo do início, apenas queria um medidor de um monte de temperaturas e 2 fontes de tensão: uma grande para o motor e outra para indicar a corrente que o Smile tem que fornecer. Com tão pouco tempo de vida (e movido por um DSP), esta jiga já abre possibilidades extremamente versáteis. Ainda mais que pode ter (ou não) um PC gerenciando toda a brincadeira. Como exemplo, os dados podem ir para um Excel e gerar gráficos para análise (o que pretendo fazer com as temperaturas do Smile :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Minha intenção não é questionar o uso, ou não, de um DSP, cada um tem seus proprios motivos para decidir ... eu por exemplo não gosto de PIC (nem de pic# ... hehehe), mas não tenho nada contra o uso dele ... alias contra a minha vontade, mas ja utilizei em varios projetos ... hehehee
Só queria dizer que qualquer CPU pode fazer isto que voce citou, porem não me resta duvida, que a velocidade de um DSP é bem superior e em certas cituações, ele da um show a parte ...
Mas mudando de alhos p/ bugalhos, vou ficar na fila para comprar uma jiga destas, osciloscopico, gerador, multimetro, etc... não esquece do meu ... hehehee
Só uma pergunta: Vai ter proteção contra formiguinhas ? se não tiver eu não quero, porque as formiguinhas de casa, adoram brincar com eletronica, meu PC esta cheio delas, analizando os eletrons ... heheheeee
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Grande Reinaldo,
Minha intenção não é questionar o uso, ou não, de um DSP, cada um tem seus proprios motivos para decidir ...
hehehe
Novamente aproveitei a oportunidade para comentar algo que (acho) conheço :) Você sacou, tento manter a bola no ar passando para outro colega, e assim vamos todos juntos ;)
Acho muito bacana esta etapa de projeto, de levantamento de necessidades. Foi a mesma coisa com o Smile. Se lembra no Clube do Hardware, quando perguntei diversas vezes o que o pessoal que manja gostaria que um driver de motor de passo tivesse? Muitas pessoas deram palpites. Foi de você que ouvi a primeira vez o termo IHM. Comprei os displays de 7 segmentos que você viu na jiga com a finalidade de montar uma IHM :) Confesso que ainda rumino a sua idéia :)
Pois é, estou fazendo uma versão "vale a pena ler de novo" :) Dei algumas idéias sobre a jiga, aproveitando a sua levantada de bola :) Dependendo da sugestão dos colegas monto (ou configuro) o circuito com esta finalidade.
Novamente, de uma idéia sua sobre a fonte e um comentário do Sir Jorge (ô dupla) me inspirou a fazer a fonte de potência ir de uns -100V a +100V, seja DC ou qualquer outra forma de onda (senóide de 60Hz e 110V rms, por exemplo) :)
eu por exemplo não gosto de PIC (nem de pic# ... hehehe), mas não tenho nada contra o uso dele ... alias contra a minha vontade, mas ja utilizei em varios projetos ... hehehee
(dorzinha de cotovelo)
Ainda não tive oportunidade de fazer nada com PIC. Um dia, quem sabe?
Só queria dizer que qualquer CPU pode fazer isto que voce citou, porem não me resta duvida, que a velocidade de um DSP é bem superior e em certas cituações, ele da um show a parte ...
Posso fazer um comenteriozinho? Um PIC (ou qualquer outro) bem aproveitado é MUITO MELHOR do que um super-hiper-extra-DSP em outras mãos. Estes dias mesmo estava trocando idéias com Sir Jorge sobre isso. Na verdade estava mais recebendo do que dando idéias. Muitas aplicações sérias (outras nem tanto) ainda usam reles. Irq, aquela coisa antiquada e barulhenta? Pois é, comprei uns 20 reles para colocar na jiga!!! Poderia ter usado a tecnologia xyz para fazer a mesma coisa? Sim, claro. E prá que, se um simples reles pode fazer melhor, mais rápido de desenvolver e mais simples?
Mas mudando de alhos p/ bugalhos, vou ficar na fila para comprar uma jiga destas, osciloscopico, gerador, multimetro, etc... não esquece do meu ... hehehee
Ishi... nem pensei nisso. Olha a responsa, agora :D
Só uma pergunta: Vai ter proteção contra formiguinhas ? se não tiver eu não quero, porque as formiguinhas de casa, adoram brincar com eletronica, meu PC esta cheio delas, analizando os eletrons ... heheheeee
Contra formiguinha, não sei. Contra bichos de estimação, com certeza :) A Debora (minha filha) tinha uns topolinos (tipo de ratinhos) que entraram num PC e roeram diversos flat cables. Um belo dia um led dexou de acender, noutro dia o disquete não funcionava mais, ... Até que o HD parou de funcionar. Abri prá ver o que estava acontecendo e... (use a imaginação para continuar a história) :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Nem me fale em tipo ratinhos que ja fico arrepiado, me faz lembrar uma de minhas idiotices na vida ... criar gerbil para vender ... arg irq socorro ... hehehee
Mas sobre a jiga, eu não estou brincando, se voce fizer e acredito que faça, pois é perfeitamente factivel, só precisando de conhecimento e dedicação, e pelo que sei, voce tem os dois ... então ponha preço ... heheheee
No que eu puder palpitar, estarei sempre por aqui ... hehehee
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Grande Reinaldo,
Mas sobre a jiga, eu não estou brincando, se voce fizer e acredito que faça, pois é perfeitamente factivel
Aos pouquinhos está nascendo o embrião dela.
Só que é muito diferente algo que fazemos para uso próprio e algo para ser usado por outras pessoas. Se quero uma característica um pouco diferente, apenas altero o firmware, recompilo e tá pronto. Para outra pessoa é muito mais complicado, pois tenho que prever que você possa fazer algo diferente e já deixar configurável de forma extremamente simples. E, mesmo assim, vai chegar o dia que alguém vai precisar de algo que não foi pensado inicialmente. Então temos que prever recursos extras como download remoto, ...
O usuário com certeza vai estar longe, em outra cidade, estado ou até país. Os recursos tem que ser simples e robustos (hardware e firmware), documentação, idem, suporte nem se fala.
E o carinho em cima de tudo isso tem que ser maior se for para VOCÊ, pois, além de manjar muito, rapidinho vai precisar de características inimagináveis, dada a sua farta imaginação :) Agora já posso pedir o dobro. E se disser que já acompanha módulo especial "espanta cachorro do vizinho", tou milionário :D
Também falei sério: é muita responsabilidadde, muito, muito mais do que usar aqui em casa :)
... então ponha preço ... heheheee
Calma, calma. Me dá um tempo, ou melhor, um tempão, que um dia ela se torna realidade.
No que eu puder palpitar, estarei sempre por aqui ... hehehee
Sinta-se a vontade para começar :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Fixiiiii !!! Ta vendo porque eu estou a 20 anos tentando fazer uma e ainda não consegui ???
Ainda mais com tanta "farta de imaginação" ... heheheeee
Mas se vier com espanta cachorro eu pago em ouro ... heheheeee
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Oi pessoal,
Desenvolvimento é como uma pequena caixa de surpresa. Dias e dias fluindo numa boa, tudo certo, maravilha. E dias que a gente chega a se questionar se temos alguma idéia se tem alguma coisa funcionando, de tantos pepinos...
Ontem foi um desdes dias de sensação total de inguinorança. Tudo bem que nem sempre (geralmente) sei prá que serve um resistor ou até um reles fio, mas ontem a certeza da incerteza pegou pesada!
O gerador de tensão programável via PWM está chupetinha, a comunicação serial idem, o display LCD que faz parte do emulador (o mesmo do Smile) funcionando redondinho. Vamos arregaçar as mangas e arredondar o conversor A/D, que estava com um comportamento que não era normal.
Fizemos mais uma saída (-5V) na placa da fonte, separamos os terras em 3: lógica, analógica e potência. Legal, vamos checar como ficou tudo.
Realimentamos a saída do conversor D/A numa das entradas do A/D, anotando cada valor lido com as tensões geradas pelo D/A. E chegamos a uma conclusão alarmante. Algo está terrivelmente errado, e nenhuma idéia do que possa ser.
Normal, vamos (novamente) à conferência: Checamos fios, tensões, sinais e tudo mais. Tudo (aparentemente) certo. Próxima etapa: conferência do firmware. Testamos passo a passo das rotinas, da inicialização dos registradores e variáveis, checamos valores lidos pelo A/D. Tudo certo. Um estranho frio na barriga se aproxima. Ligaram o ventilador... Ufa, que susto :)
Começamos os testes cedinho, e já era tarde da noite e nada... E crescendo aquela vontade de começar tudo de novo de outra forma...
Repetimos, novamente a leitura de novo do manual do DSP, pela enésima vez. E foi numa destas páginas que percebemos um item de rodapé, nos limites máximos da entrada nos pinos do A/D: "For optimum ADC performance, keep the minimum VADCIN value > 250mV. Inputs less than 250mV volts may convert to a digital output code of 0 or cause erroneous conversions.". Traduzindo, se uma entrada do conversor A/D tiver um sinal abaixo de 250mV, a conversão resultará em valor ZERO ou outro errôneo.
CUMÉQUIË??? Lê de novo que não pode ser isso!!!
Ficamos os dois, Sir Jorge e eu, de boca, queixo e tudo mais caído. Fomos conferir os outros DSPs da família. O 56F801 e o 56F802 tem esta "característica", e os menos velhos tem tensão mínima de 25mV (ufa, não é uma !@#$%^&*, é só uma !@#$%^&*inha).
Branco e com outro frio na barriga (e desta vez não era o ventilador), corri e fui checar o manual do 56F8014, DSP usado no Smile. Não percebi esta limitação no Smile, mas tinha que conferir. Limite mínimo de 0V. Ufa!!! Que alívio!
Como no final tudo termina em pizza, terminamos a jornada e fomos comer umas pizzas, descontraindo com os causos do Sir Jorge :)
Hoje, já armados com gaze e esparadrapo, alteramos o hardware para somar um offset à tensão de entrada. Testamos diversos valores e configurações, até chegar numa tensão ideal que, de lambuja, também permite leituras de tensões negativas. Feitas as alterações no firmware, conferimos diversos valores de entrada através do gerador de tensão, e tivemos um erro máximo de 3%. Alteramos alguns algoritmos e conseguimos diminuir um pouco mais este erro, agora aceitável para o teste térmico.
Já no fim de tarde, colocamos um conversor temperatura->tensão (LM35) na entrada da jiga, para conferir se estava tudo certo. Pois é, ainda não estava. Confere aqui, checa ali, mede acolá, e vimos que o LM35 alterava a tensão de saída devido ao somador de offset. Nada que um seguidor de tensão não possa resolver.
Ufa... Conseguimos fechar o final de semana com chave de ouro. E tudo graças ao Sir Jorge e seu enorme conhecimento e experiência :)
Abraços,
Rudolf
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Graças a mim ???!!!
Menos, Herr Rudolf, beeeemmmm menos ...
A verdade é que eu queria, um dia, chegar a 10% da sua fluência na programação ... tá bão, eu já me contentaria com 1% ...
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Oi pessoal,
A jiga tá quase lá (já ouvi isso quantas vezes, mesmo?) :)
Estamos usando um mux analógico 4051 para selecionar um entre 8 canais analógicos na entrada, sendo que a saída passa pelo somador de offset e entra num canal A/D do DSP. Uma das entradas deste mux é do terra analógico e o outro é de uma referência de tensão (LM336-z25). Ambas entradas servem de ajuste dinâmico da tensão de entrada, permitindo entradas entre (aproximadamente) -3V e +3V. Sobram 6 canais analógicos de entrada. Como estamos usando 2 4051, contamos com 12 leituras analógicas. Desta maneira mais simples, poderíamos ter 8 x 6 = 48 leituras analógicas. Como o circuito de seleção permite 16 4051 (com 6 entradas) em cada um dos 8 canais do DSP, dariam.... (Ô loco, meu! prá que tanto canal???)
Durante a semana fiz a ligação dos 2 4051 e a fiação dos 12 canais para o painel frontal, sendo que cada conector tem 3 sinais: +5V, terra e a leitura da tensão do LM35. Tudo checado e conferido. Falta só ligar (sem colocar os LM35 por enquanto) :)
Houston, temos um problema!!!
O display LCD do emulador (que também é usado no Smile), mostra 12,xxxV e 0,xxxV, sendo que não tem nem como entrar 12V!!! Tentei resolver o problema estes dias todos, e nada!!!
Hoje aproveitei uma brecha e pedi uma dica pro mestre Arnaldo. Ele disse que, como as entradas estavam em aberto, o seguidor de tensão fica meio louco. "Tenta colocar um resistor de 100K entre a entrada não inversora e o terra. Quem sabe melhora?"
Quem sabe melhora??? Quando o Arnaldo sugere alguma coisa, não questione, apenas faça :)
Cheguei em casa hoje e liguei o tal do resistor. Não melhorou.. Só resolveu!!! Está funcionando perfeitamente :)
Tem horas que me sinto um aprendiz de estagiário treinee. Passei dias tentando entender o que estava acontecendo, e o mestre Arnaldo, apenas ouvindo o que falei, matou de primeira!
Ainda chego lá :)
Terminei o teste da leitura dos canais (tudo certo, agora) e resolvi melhorar um pouco o firmware.
Agora a jiga aceita os seguintes comandos (enviados serialmente por ela quando se envia "?"), copiados do Hyper terminal:
"
Comandos:
? - Ajuda
An=v - Grava v (em mV) na saida analogica n
Mn=m - Grava o fator multiplicativo m na entrada analogica n
Rn=d - Grava d (hexa) no registrador n (hexa)
R0=Geral:
0000bbbb = Selecao da entrada analogica a ser lida
b0000000 = 1=Liga sinal sonoro
Vn? - Le (em V) a entrada analogica n
V? - Le (em V) todas entradas analogicas
"
Quando digito "V?" ela retorna:
"
V 0= 00,242V V 1=-00,004V V 2=-00,008V V 3=-00,007V
V 4=-00,006V V 5=-00,006V V 6= 00,000V V 7= 02,480V
V 8= 00,009V V 9=-00,004V V10=-00,006V V11=-00,002V
V12=-00,005V V13=-00,004V V14= 00,000V V15= 02,480V
"
Digito "M0=100" para multiplicar a tensão do canal 0 por 100 e, após enviar "V?", ela envia:
"
V 0= 24,991V V 1=-00,009V V 2=-00,007V V 3=-00,008V
V 4=-00,008V V 5=-00,008V V 6= 00,000V V 7= 02,480V
V 8= 00,006V V 9=-00,008V V10=-00,004V V11=-00,004V
V12=-00,006V V13=-00,005V V14= 00,000V V15= 02,480V
"
Reparem que a tensão do canal 0 foi multiplicado por 100. Este fator multiplicativo permanece até que seja alterado por outro comando ou se a jiga for desligada.
A tensão no canal 0 nada mais é do que a entrada do LM35, indicando que a temperatura aqui é de quase 25 ºC 8)
Amanhã cedo faço 10 chicotes com LM35 nas pontas e testo com todos eles ligados na jiga :)
Aí é só colocar os reles que vão comandar a fonte, fazer o programa no PC que toma conta da brincadeira toda e estamos prontos prá começar :) De longe é a parte mais fácil. Sempre me embanano com analógico :)
Tá quase... tá quase...
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Ufa... Agora, vai :)
A jiga tá chupetinha :) Acabei de ligar (e tirar as arestas) a fonte na jiga. Foram colocados 6 reles que ligam (ou não) a entrada da rede elétrica (em série com um interruptor convencional), a saída e cada enrolamento do trafo. A jiga consegue gerar tensões de 13Vdc a 95Vdc na saída. O mais bacana é que a tensão é selecionada por comando enviado pela serial do PC.
Mas espere, não é só!
Depois que tava tudo certinho comecei a procurar pelo em casca de ovo, quer dizer, procurei tanto que achei outro trafo. Não tão grande nem com tantos enrolamentos, mas é um trafo a mais. Liguei os 2 reles que estavam sobrando neste trafo. Agora dá prá gerar 12Vdc a 118Vdc :shock: Chocante, não? :)
A tensão da saída é combinação dos enrolamentos de 10, 15+15 e 25 Vac do primeiro trafo, e 9 ou 18 Vac do segundo. Qualquer enrolamento pode ser ligado em série com qualquer outro para gerar um monte de tensões. Como o Smile só aciona o motor se a fonte tiver fornecendo pelo menos 10V, não me preocupei de gerar tensões mais baixas que 12V.
Aproveitei e fiz mais uns ajustes no firmware. Agora posso mostrar continuamente qualquer entrada analógica no display LCD, inclusive a tensão da fonte ou qualquer uma das temperaturas 8)
Fiquei brincando um tempão, ligando cada um dos reles e verificando a saída. Percebi que se tá tudo desligado, se ligo os 118V a lâmpada fluorescente chega a piscar, e se desligo tudo de uma vez a jiga resseta :roll:
Fiquei imaginando no spike que as bobinas não devem estar gerando, sendo desenergizadas todas de uma vez. Nada que 2 capacitores não resolvam :)
A jiga tá pronta, agora falta o lado do PC. Atualmente os comandos são enviados pela serial via Hyper-terminal. Quero ver se durante a semana faço o programa que vai comandar o circo todo. Acho que vou dar uma folga pro ferro de solda :)
Abraços,
Rudolf
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Acho que vou dar uma folga pro ferro de solda Smile
coitado do teclado agora... :)
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A jiga tá chupetinha :)
Bom saber !
Gostei da idéia do segundo trafo.
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Oi pessoal,
Esqueci de comentar...
Cada uma das 12 entradas analógicas da jiga possuem limites de uns -3Va +3V, e podem servir tanto como voltímetro de uso geral ou como leitura de qualquer tipo de medida, se forem colocados sensores ou conversores. Como precisamos verificar o comportamento térmico do Smile, vamos utilizar sensores de temperatura LM35.
Os 10 chicotes com o sensor de temperatura LM35 ficaram prontos ontem e estão funcionando redondinho. Percebi que a maior variação de temperatura entre o menor e o maior valor é de 1ºC. Está dentro da variação normal.
Quando for feito o teste térmico, cada sensor será fixado numa parte estratégica do Smile, como o mosfet, diodos, motor, ... As temperaturas de cada ponto serão enviadas ao PC para registro, gráficos, etc, sendo que as tensões do motor e a corrente que o Smile deverá fornecer ao motor também serão enviados pelo PC.
Com esta jiga podemos fazer um monte de ensaios. Basta conectar o sensor correto e começar :) Além destas temperaturas, torques (estáticos e dinâmicos) e rotação máxima em função de qualquer coisa que a imaginação criar 8)
Abraços,
Rudolf
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Mestre Fabio,
Acho que vou dar uma folga pro ferro de solda Smile
coitado do teclado agora... :)
Hora de relaxar :)
Abraços,
Rudolf
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Ola pessoal Perdoem minha ignorancia mas pra isso existe o forum mas vamos la:
1- a mesma fonte alimenta a placa controladora e os motores ou tenho que ter duas?
2- qual seria a voltagem e amperagen de entrada da placa controladora (se caso a fonte sirva para os dois placa e motores)
3- qual seria a fonte mais indicada(esquema) para controlar 3 nema 23 6v 1,2 por fase (com uma controladora C4)
4-Existe placa controladora sem pic programado
5-como ligar os motores na placa genericamente
6- Maior amperagem = maior torque sim ou nao ? se nao ate quanto posso usar
Preciso dessas informaçoes
Thanks pessoal
Ola pessoal Perdoem minha ignorancia mas pra isso existe o forum mas vamos la:
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foi mal
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Grande Henrique,
Ola pessoal Perdoem minha ignorancia mas pra isso existe o forum mas vamos la:
Respondi suas questões aqui: http://www.guiacnc.com.br/viewtopic.php?t=64
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Estou com uma dúvida, e não sei muito bem como resolver.
A jiga Smile possui diversas entradas analógicas. Aproveitando esta facilidade gostaria de medir a corrente que flui em diversos pontos. A medição da corrente em si é fácil, basta medir a queda de tensão em cima de um pequeno resistor conhecido.
Só que alguns pontos onde queremos medir esta corrente estão numa tensão bem alta. A queda de tensão no resistor é pequena, mas cada uma das tensões neste resistor pode estar a muitas dezenas de volts acima do terra.
Como posso medir esta corrente, independente de onde ela estiver?
Abraços,
Rudolf
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Como posso medir esta corrente, independente de onde ela estiver?
Tensão diferencial nas entradas de op amps ?
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Sir Jorge,
Como posso medir esta corrente, independente de onde ela estiver?
Tensão diferencial nas entradas de op amps ?
Sim, seria a primeira opção. Só que o op amp teria que ler a diferença entre 2 tensões.
Uma poderia ser 100V e a outra 98V. A diferença é pequena (2V), mas o nível de cada uma em relação ao terra é muito grande para um simples operacional :)
Abraços,
Rudolf
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Sir Jorge,
Como posso medir esta corrente, independente de onde ela estiver?
Tensão diferencial nas entradas de op amps ?
Poderia fazer um divisor 10:1 em cada um das 2 entradas, fazer a diferença (via operacional) e multiplicar 1:10 para voltar ao valor correto.
Valeu :)
Abraços,
Rudolf
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Não era bem isso que eu tinha em mente, embora possa seja uma solução possível ...
Pense um instante, como se faz no caso de um osciloscópio com entradas isoladas entre si,sem conexão comum pelo terra ?
Outra coisa que lembrei é que tb existe a possibilidade de utilizar sensores Hall para isso. Há alguns CIs que medem DC sem contato ...
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Sir Jorge,
Pense um instante, como se faz no caso de um osciloscópio com entradas isoladas entre si,sem conexão comum pelo terra ?
Só posso imaginar, pois não domino analógico :)
Dando uma bicuda:
Acho que existe um circuito divisor de tensão com proteção contra sobre-tensão, e cada um dos canais entra no circuito subtrator movido a operacional (eu acho).
Só não sei se é assim e muito menos onde fica o terra neste caso.
Se for o caso, posso pesquisar na net sobre isso.
Abraços,
Rudolf
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Acho que existe um circuito divisor ...
Já me foi dito e parece verossímil, que os circuitos são galvanicamente isolados ...
Transpondo a idéia para o nosso caso, fazendo a fonte dos op amps com um trafo (ou enrolamento) independente o prob estaria resolvido ...
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Sir Jorge,
Já me foi dito e parece verossímil, que os circuitos são galvanicamente isolados ...
Transpondo a idéia para o nosso caso, fazendo a fonte dos op amps com um trafo (ou enrolamento) independente o prob estaria resolvido ...
Cheguei a pensar nisso, mas como esta diferença de tensão seria passada ao restante do sistema, ou seja, conversor A/D do DSP, que possui outro terra?
Existem op amp que são isolados que já resolvem isso, mas são bem caros. Mais do que $12,00 FOB em qtde de mil.
Abraços,
Rudolf
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Cheguei a pensar nisso, mas como esta diferença de tensão seria passada ao restante do sistema ... ?
Boa lembrança, essa dos op amps isolados ...
Não vejo probs pra passar a coisa pro instrumento ... o terra da instrumentação e dos op amps podem e devem estar interligados, o que não pode e não deve estar interligado é o terra do circuito que estiver sendo medido ...
Lembra daquela coisa de colocar as pontas do osciloscópio ou do multímetro nas extremidades do shunt ? Mesmíssima coisa ... as pontas estariam nas entradas do op amp ...
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KD o Reinaldo ? Nenhum pitaco ?
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Quem sabe, sabe :)
Ontem conversei com mestre Arnaldo, que tirou da cartola uma solução para aquisição da corrente da fonte tão fácil que chega a ser ridícula :)
Basta colocar o resistor (sensor de corrente) entre o negativo da fonte e o terra do sistema (Jiga e Smile). A corrente da fonte gerará uma tensão negativa em cima deste resistor. Como a jiga permite leituras entre -3V e +3V, tá pronto :)
Sem nenhum problema de tensão alta :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf, e Jorge,
O Reinaldo está sem computador, porisso não pode responder...
Espero que ele arrume logo essa situação...
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Alou vocêêêêêêêê,
Inspirado pela tema sempre atual do Globo Reporter que tá tocando no (quase) último volume, estou para ligar a jiga de teste no Smile. Enfim sós ;)
Ontem a noite foram feitas melhorias no protocolo de comunicação entre o programa rodando no PC e a jiga. Coloquei os sempre obrigatórios timeouts. O PC re-envia o comando, caso a jiga não o entenda (e retorne um ok) depois de um tempo.
Ontem terminei a leitura das entradas analógicas pelo PC, tanto de uma única entrada como de todas. Ficou joinha :)
Por falar em programa rodando no PC, dei uma bicuda no WinXP e no Win98. O bão mesmo é o bom e velho DOS :) Ô nhaca que é rodar um programa em tempo (quase) real no Windows.
Hoje cedo acabei de ajustar os comando de seleção da tensão da fonte, pois ontem não estava legal. Quando o PC tem que selecionar outra tensão, ele desliga a saída da fonte, espera 100ms, desliga a rede elétrica, espera mais 100ms, seleciona a tensão, liga a rede, espera 1s e só então liga a saída. Do jeito que está, só funciona legal quando a nova tensão de saída é maior do que a anterior. Caso contrário teria que esperar a tensão baixar (dá prá acompanhar pela entrada analógica) e só depois que a tensão estiver perto da nova ligar a saída. Como nos testes que vamos fazer a tensão sempre aumenta, vou deixar esta parte para mais tarde.
Aproveitando, foram conferidas todas as tensões de saída (são 30 no total, de 12V a 116V), selecionadas através de reles que chaveiam diversos enrolamentos de 2 trafos. De todas as tensões, vou usar a de 12V, 24V, 32V, 41V, 53V, 60V, 73V, 80V, 90V, 101V e 116V. A de 12V é uma fonte de PC, 24V são 2 fontes e daí em diante é incrementado em aproximadamente 10V.
Foi retornada uma configuração do Smile para que a corrente por fase do motor não seja fixa, mas sim proporcional à tensão de entrada do conector de expansão. No protótipo tinha um trimpot nesta posição. Como seria de se esperar, esta tensão neste conector será fornecido pela jiga, comandada pelo PC.
Abraços,
Rudolf
-
Mestre Fabio,
O Reinaldo está sem computador, porisso não pode responder...
Bem que reparei que tava muito calmo por aqui :) Já tava achando que tinha me enganado de fórum :)
Espero que ele arrume logo essa situação...
É messss. Tou sentindo falta daquelas idéias que caem não se sabe direito de onde :)
Abraços,
Rudolf
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Acho que voltei ...
Um Doc pra ti Rudolf ...
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Grande Reinaldo,
Acho que voltei ...
ESSE É O REINALDO!
Mal chega e já vai dando um empurrão prá turma :)
Um Doc pra ti Rudolf ...
Valeu!
Estes dias tenho conversado com o Sir Jorge sobre a aplicação deste tipo de sensor (efeito Hall) na jiga. A idéia está amadurecendo bastante!
Acho que ainda tenho um sensor da Temic aqui, que ganhei há muitos anos atrás, quando estava mexendo com transponder. Bastante em breve vou começar a brincar com ele (depois que achá-lo :) )
Abraços,
Rudolf
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Acho que voltei ...
Pô ! Finalmente !
Por mais que me custe admitir eu tava com saudades ... :D
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Citando Caetano:
"O amor é lindo..."
-
Acho que ainda tenho um sensor da Temic aqui, que ganhei há muitos anos atrás, quando estava mexendo com transponder.
Abraços,
Rudolf
Rudolf,
Isso não tem nada a ver com aquele acidente do Legacy né ?
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Bidú...
Porque você acha que o Rudolf se esconde em Sorocaba?
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Verdade mesmo Fabio.
Quem acompanha os desenvolvimentos do Rudolf e as duvidas dele, tipo
"Não sei se faço a alimentação flutuante que depois de passar pelo retificador emncontra uma alta resistencia devida a gravação do pic que tem um microfarad que está fora da capacidade resistiva.... etc."
Dá p/ imaginar quando ele trabalhava com transponder o que ele fazia.
hahahahaha
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Nem me fale...
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Grande Lolata,
Isso não tem nada a ver com aquele acidente do Legacy né ?
Claro que não. Que marcação, só por que prestei uns serviços lá no ano passado :D
Abraços,
Rudolf
-
Oi pessoal,
Depois de um monte de tropeções, o teste do Smile tava prá começar. A jiga dá pro gasto e o software, também.
De longe o que mais deu canseira não foi a jiga nem a programação (firmware e software). Foi a comunicação serial no PC. Sexta de manhã trabalhei por horas no software do PC, até que uma hora o PC deixou de receber corretamente os dados. Daí em diante só consegui alguma coisa no sábado. Tudo foi revirado, e nada de resolver. Já que é assim, vamos melhorar uns detalhes que deveriam estar melhor na jiga.
Sábado foi bem diferente, pois o PC quase não conseguiu receber nada da jiga. Transmitia que é uma beleza. Receber, nem com reza brava :) Aí respirei fundo e deixei este PC de lado e fui dar um jeito no K6II-500. Lá sempre recebeu bem, só que a rede não estava legal, o disk-driver não estava funcionando e o monitor tá nas últimas, a tela bem escura. Fazer o que? Quem não tem cão...
Comecei verificando a configuração da placa de rede. Aparentemente estava tudo certo, só que o PC não reconhecia a rede nem a rede reconhecia o PC. Mudei a placa de rede para outro slot. Aí apreceram 2 placas de rede. Bão, acho que dá prá imaginar o tamanho da briga que foi :) Durante um breve lapso de tempo o PC se entendeu com a rede, tempo suficiente para transferir o compilador TurboC e o fonte do sistema que estava no PC oficial para este.
Reparei que a versão do disk-driver era bem antiga, daquelas que só funcionam quando conectamos todos os cabos (o da alimentação estava desconectado) :D. Foi ligar e funcionar 8) Se todos os problemas fossem assim :)
Compilador e fonte transferidos e tendo uma maneira rápida de trazer os fontes pro PC oficial, vamos continuar que ainda tem bastante trabalho pela frente!
Ontem fui mostrar prá super Cida o processo todo funcionando. Para não demorar tanto tempo, limitei a temperatura máxima em 50ºC ao invés de 95ºC. Após 3 ciclos de teste completo, percebi um leve odor da fumacinha mágica saindo da bancada. Desliguei tudo e vi que o fusivel de 5A da fonte (no Smile) estava aberto. Após a troca e conferir tudo, tornei a ligar. Reparei que o fet do chopper estava pelando. Justo ele que era o mais gelado de todos, ficando somente 3ºC acima da temperatura ambiente! Chegou a hora de para um pouco pro descanso e retornar hoje. Vou começar conferindo melhor se cada fet está funcionando e se as bobinas dos 3 motores (ligadas em paralelo) estão ligadas corretamente antes de prosseguir.
No sábado estava tentando entender porque o detector de corrente da fonte não funciona, quando causei um curto na saída da fonte (estava com 12V). O parafuso do terra encostou no do positivo, e esquentou tanto que se "soldaram" um no outro :shock: Nem estava percebendo nada disso acontecendo, quando o Smile deixou de acionar o motor. Resumo do curto: além dos 2 parafusos, 3 (três) cabos esquentaram tanto que derreteram a solda e se soltaram dos reles. Foi assim que a fonte deixou de enviar corrente ao Smile. Detalhe: cada um destes cabos é daqueles usados em fonte de PC (18AWG). Quanto à fonte (trafo, ponte retificadora), estava tudo certo. Tenho que prestar mais atensão a estes detalhes. Uma fonte com esta valentia pode gerar um monte de dor de cabeça prá frente se acontecer outra trapalhada, pois vai continuar funcionando independente do que for feito!
De volta ao teste do Smile:
Nas entradas analógicas da jiga foram conectados sensores de temperatura no fet e diodo do chopper, no fet e diodo do circuito de recirculação de corrente, no Rsense, numa trilha da PCI que converge para o conector do motor, em um dos dois motores de 3A e no de 4A (os 3 motores estão com as bobinas ligadas em paralelo).
O ciclo de teste ficou assim: O sistema envia ao Smile a indicação da corrente de teste (através de uma saída analógica da jiga) e liga a fonte do motor com a tensão de teste, desligando a ventoinha "geral". O sistema passa a armazenar a máxima temperatura registrada em cada sensor. Quando nenhum sensor ultrapassar a sua temperatura máxma por 1 minuto, ou se qualquer um dos sensores alcançar a temperatura limite (95ºC), o sistema registra todas as temperaturas num arquivo (CSV), desliga a fonte do motor, liga uma ventoinha "geral" para refrescar o Smile e fica aguardando que a temperatura de cada sensor fique abaixo da temperatura ambiente acrescida de 10ºC. Quando o Smile estiver fresquinho novamente, o sistema seleciona a próxima tensão e corrente de teste e recomeça o ciclo novamente 8)
O teste começa com 1A com a primeira tensão (12V). Terminado o ciclo, o sistema mantem a mesma corrente e seleciona a próxima tensão. E assim sucessivamente (12V, 24V, 32V, 41V, 53V, 60V, 73V, 80V, 90V, 101V e 116V). Após o teste com a última tensão (116V) terminar, a corrente é incrementada em 0,5A e a tensão volta a ser a menor (12V). E tome teste...
Ufa... ficou mais fácil de ver tudo funcionando do que escrever tudo isso :)
A tela do sistema mostra continuamente a média da temperatura ambiente, quanto tempo falta para terminar o teste (recomeça a contagem quando a temperatura máxima de um sensor for ultrapassada), os dados de tensão e corrente da fonte e do motor. Abaixo vem um bargraph de cada sensor, mostrando a faixa em verde se estiver abaixo de 75% da temperatura limite de 95ºC, amarelo se estiver entre 75% e 90%, e vermelho se estiver acima de 90%. Para cada sensor também é mostrada a identificação de onde ele está fixo, sua temperatura atual e sua máxima registrada, e um indicador se foi este sensor que causou a recontagem de 1 minuto. Abaixo do bargraph tem um pequeno resumo dos últimos 18 testes com os principais dados resgistrados. Já no arquivo é gravado o detalhamento de todos os dados de todo testes, e não somente os últimos.
Como uma imagem vale por mil palavras, vou deixar vocês imaginando tudo isso enquanto fico calado por mil palavras :D
Abraços,
Rudolf
-
Rudolf,
Falo por mim, mas aposto que mais pessoas estão seguindo de perto esta sua aventura!!!
Não vejo a hora de conhecer mais dados e curvas das temperaturas...
-
Grande Rudolf,
Sem palavras ficamos nós!
Admiradores . . .
-
Oi pessoal,
Depois de um monte de tropeções, o teste do Smile tava prá começar.
Ô dó ... :cry:
Mas sabemos todos que essas "coisinhas" logo estarão superadas ... como diz a Ruth: No final vai valer a pena ... :D
-
Mestre Fabio,
Falo por mim, mas aposto que mais pessoas estão seguindo de perto esta sua aventura!!!
Não vejo a hora de conhecer mais dados e curvas das temperaturas...
Para dar uma palhinha (dados de ontem):
Teste realizado SEM NENHUM DISSIPADOR OU VENTOINHA no Smile:
VFonte;IMotor;TAmb;FChop;DChop;FCirc;DCirc;RSense;Mot3A;Trilha;Mot3A
11,343; 1,000;29,4; 31,583; 30,766; 37,606; 50,076; 34,169; 33,044; 32,810; 29,396
18,804; 1,000;29,4; 30,784; 30,981; 38,933; 50,346; 34,988; 32,800; 32,865; 29,333
26,745; 1,000;29,5; 32,349; 30,652; 43,961; 50,361; 35,797; 32,456; 32,920; 29,875
Onde:
VFonte:Tensão da fonte (V)
IMotor:Corrente do motor (A)
TAmb:Média da temperatura ambiente (todas as temperaturas em ºC)
FChop:Temperatura no fet do chopper
DChop:Temperatura no diodo em antiparalelo com o fet do chopper
FCirc:Temperatura no fet do circuito de recirculação de corrente
DCirc:Temperatura no diodo em antiparalelo com o fet do circuito de recirculação de corrente
RSense:Temperatura em Rsense
Mot3A:Temperatura no motor de 3A
Trilha:Temperatura na trilha de uma fase
Mot4A:Temperatura no motor de 4A
O limite de temperatura está configurado em 50ºC para acelerar os resultados. O teste oficial será com esta temperatura em 95ºC
Se preferir, cole as 4 linhas dos dados acima e salve como Jiga.CSV , depois é só ler pelo Excel (ou compatível)
Reparem que o fet do chopper mal aquece, já o diodo do circuito de recirculação de corrente é quem mais esquenta, pois a corrente passa constantemente por ele.
Abraços,
Rudolf
-
Oi pessoal,
Me esqueci de comentar os desdobramentos do teste: Toda a seqüência de testes será feita nestas condições:
-Sem nenhum dissipador ou ventoinha;
-Somente um dissipadorzinho no conjunto que a condição acima ultrapassar o limite térmico;
-Dissipadorzinho com ventoinhazinha no conjunto que a condição acima ultrapassar o limite térmico;
-Dissipadorzão no conjunto que a condição acima ultrapassar o limite térmico;
-Dissipadorzão com ventoinha no conjunto que a condição acima ultrapassar o limite térmico;
-Dissipadorzão com ventoinha e fets ou diodos em paralelo no conjunto que a condição acima ultrapassar o limite térmico.
Dissipadorzinho é aquele que era utilizado nos processadores K6II, e a ventoinha é aquela menor.
Dissipadorzão é o que está na foto do Smile e a ventoinha é aquela que o pessoal copiou para fazer hovercraft :)
Cada mudança de condição acima será registrada para levantar as necessidades de refrigeração em função da tensão da fonte, corrente do motor e temperatura ambiente.
Achou que tinha terminado, hein?
Assim que estes levantamentos forem realizados, todos os testes serão repetidos com o motor girando, pois os testes acima são com eles parados. Claro que quem vai gerar os pulsos é a jiga, controlada pelo PC :)
Motor girando significa faixas de rotação. Algo do tipo:
-Todas as combinações de tensões/correntes/refrigeração com o motor girando a x rpm;
-Idem a y rpm;
...
Espere, não é só!!!
Compramos uns fets com anabolizantes da última vez que fui na Santa Ifigênia. O IRF640 parece um anão perto dele :) Que tal repetir TODOS OS TESTES com ele?
Cansou só de ler? A jiga não 8)
Quero fazer uns testes mais cabeludos, com variações no circuito do chopper que comentei no tópico do Smile. Vou "travar" numa tensão e corrente e brincar de fazer girar mais rápido. Além da jiga gerar os pulsos, ela vai detectar a rotação do motor, registrando a maior rotação :)
Se chegarmos à conclusão que vale a pena a alteração, teremos que repetir TODOS OS TESTES com ele.
Quer mais?
Eu não!!! Por mim já chega de testes :)
Abraços,
Rudolf
-
Grande Fabio,
Sem palavras ficamos nós!
Admiradores . . .
Calma, calma...
Ainda tem muito chão pela frente antes de soltarmos os rojões para homenagear os mestres que me apoiam :)
O legal é que ainda tem MUITA coisa pela frente. O Smile mal nasceu :)
Abraços,
Rudolf
-
Salve Sir Jorge,
Mas sabemos todos que essas "coisinhas" logo estarão superadas ... como diz a Ruth: No final vai valer a pena ... :D
Com certeza :)
Acabei de achar a causa do probRema de ontem. Liguei invertido 2 fios dos 2 motores de 3A. Uma bobina estava ligada certa, já a outra inverti o tap central com uma extremidade. Ou seja, das 6 bobinas (2 de 4A e 4 de 3A), 3 estavam certas num par de fases, e no outro par uma estava certa e duas invertidas. Resultado: fusível queimado e um fet, idem. Justo o que não tinha sensor de temperatura. O ideal seria que cada fet e diodo tivesse um sensor...
Certo, certo... O fusível se rompeu. Mas o que deve ter causado a queima do fet e, mais importante: POR QUE ELE QUEIMOU??? O Smile deveria tê-lo protegido de alguma forma. Imagine: cada motor tem 6 fios. Será que ninguém nunca vai inverter nenhum fio jamais??? Ou isso se deu pelo fato de haver 3 bobinas ligadas em paralelo, sendo que 2 estavam invertidas?
Se você visse o tamanho da pulga que ficou atrás da orelha...
Outra pulga já dei um jeito: todos os testes anteriores foram usando somente o motor de 4A. Só ontem é que liguei os outros 2 motores, pois manteria a mesma condição de teste, independente do tipo de refrigeração dos componentes. Deve ter sido por isso que nos outros dias correu tudo bem :)
Abraços,
Rudolf
-
Oi pessoal,
É... o buraco era mais embaixo (ou não)...
O problema aparentemente não tem nada a ver com a ligação dos fios dos motores. Ainda não sei exatamente o motivo, mas o Smile está fornecendo uma corrente muito maior do que deveria. Em algumas tensões, ao invés de fornecer 1A, ele está fornecendo quase 7A. Como (por enquanto) não tem dissipador no Smile, o fet esquentou um pouquinho só a mais :) Não deu outra... Pifou.
Por um lado fiquei aliviado pela generosidade dele por fornecer tanta corrente, pois explica que a queima não foi devido à falha de proteção, e sim a bug de firmware ou componente soldado errado. Mesmo falha de firmware se corrige, já de proteção é um pouco mais complicado de se resolver. Imagina algo do tipo "tenha certeza que você está ligando os fios certos do motor, senão o Smile queima". Chegaria a ser hilário se não fosse dramático :)
Ainda não sei o motivo. Posso ter soldado componente errado, pode ser que os valores de componentes adotados funcionavam muito bem no protótipo, mas não serviriam tão bem numa linha de produção, pode ter sido causado pela fonte, que agora conta com um segundo trafo não tão potente quanto o primeiro (causando um ripple que antes não existia), pode ser...
De qualquer maneira, só posso recomeçar os testes depois que isto estiver corrigido. Até lá, deixo aqui os dados da primeira bateria, pois acho que o Smile forneceu a corrente certa:
VFonte;IMotor;TAmb;FChop;DChop;FCirc;DCirc;RSense;Mot3A;Trilha;Mot4A
11.921; 1.000;28.3; 29.018; 29.004; 37.448; 48.951; 30.985; 28.656; 31.299; 28.300
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Espero que descubra logo e sem muitas dores a causa dessa falha...
Pelho certeza que você, do jeito que é meticulo irá desvendar o mistério da corrente desobediente...
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Rudolf, dá pra esclarecer os parâmetros mensurados ? Alguns são óbvios, outros nem tanto ...
VFonte;IMotor;TAmb;FChop;DChop;FCirc;DCirc;RSense;Mot3A;Trilha;Mot4A
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Salve Sir Jorge,
Rudolf, dá pra esclarecer os parâmetros mensurados ? Alguns são óbvios, outros nem tanto ...
VFonte;IMotor;TAmb;FChop;DChop;FCirc;DCirc;RSense;Mot3A;Trilha;Mot4A
Simbora:
Onde:
VFonte:Tensão da fonte (V)
IMotor:Corrente do motor (A)
TAmb:Média da temperatura ambiente (todas as temperaturas em ºC)
FChop:Temperatura no fet do chopper
DChop:Temperatura no diodo em antiparalelo com o fet do chopper
FCirc:Temperatura no fet do circuito de recirculação de corrente
DCirc:Temperatura no diodo em antiparalelo com o fet do circuito de recirculação de corrente
RSense:Temperatura em Rsense
Mot3A:Temperatura no motor de 3A
Trilha:Temperatura na trilha de uma fase
Mot4A:Temperatura no motor de 4A
Abraços,
Rudolf
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Mestre Fabio,
Espero que descubra logo e sem muitas dores a causa dessa falha...
Deduzi durante a noite e comprovei hoje cedo! Adivinha se dormi direito :)
A saída de um PWM funciona ligando uma chave durante um tempo Tlig e desligando durante um tempo Tdesl, sendo que o tempo total (Tlig+Tdesl) é constante, o chamado período do PWM.
Por uma questão de confiabilidade nas leituras, o menor Tlig no Smile é de 3us. Abaixo disso só se lê ruído do fet quando chaveia.
Como estava usando motor de 4A em paralelo com 2 de 3A, devido à indutâncias destas 3 bobinas, mesmo 3us era muito tempo. Dependendo da tensão da fonte chegava a fornecer 6,7A acionando o fet do chopper com 3us num período total de de 40us (25KHz).
Ou seja, enviando energia ao motor somente durante 7,5% do tempo e tendo uma recirculação de corrente bem eficiente estava circulando 7 vezes mais corrente do que o necessário :shock:
Resumindo: o fet queimou pelo fato do Smile ser muito eficiente na transferência de energia :)
É mole???
Se o Smile tivesse com um monte de dissipador, quem poderia ter queimado seria o motor. Como não gostei muito deste "efeito colateral" desta eficiência, o Smile só vai energizar o motor se estiver acima deste limite, pois ele não saberia exatamente qual a corrente que estaria fornecendo ao motor.
Pelho certeza que você, do jeito que é meticulo irá desvendar o mistério da corrente desobediente...
Desobediente??? Tava era obediente DEMAIS!!! :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Mas quer dizer que é por exesso de eficiência???
Hmmmm...
Então uma pergunta que talvez caiba:
Já que o driver usa do recurso (super interessante por sinal) de chavear e manter "aquele" diodo para recirculação "quando os motores estão parados", e nos seus testes o motor - na realidade 3 ligados em série para efeito de carga que são considerados um só pelo driver - não será a presença daquele diodo que estará contribuíndo para que a corrente fique circulando "indefinidamente"???
Considerando as perdas, haverá sempre uma diminuição, mas estas diferenças seriam compensaras pelo driver, que como se fosse um "pinga-pinga" iria mantendo-a nos níveis máximos.
Outra coisa quye me ocorreu:
Será que pelo fato de você ter associado 3 motores em série, como será que ficou a "indutância" em relação à "resistência" (desculpe se não uso os termos corretos, mas já sabe porque...)
Digo - um motor tem uma determinada indutância e uma determinada resitência...associ ar 3 motores em série alteraria certas grandesas - ou uma ou outra sofreria alguma alteração...
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Mestre Fabio,
Mas quer dizer que é por exesso de eficiência???
Imaginei tudo quando queimou o fet, menos isso.
Esqueci de comentar, coloquei um nema23 (1A) no lugar dos outros motores, e a corrente fornecida é sempre 1A, independente da tensão da fonte. Faz sentido, já que o tempo em que o fet fica ligado é bem maior do que 3us :)
Os testes já começaram, e estarei usando o nema23 até o limite térmico dele (95º) for alcançado. Daí em diante ele será substituído por outro maior, e asim por diante.
Já que o driver usa do recurso (super interessante por sinal) de chavear e manter "aquele" diodo para recirculação "quando os motores estão parados", e nos seus testes o motor - na realidade 3 ligados em série para efeito de carga que são considerados um só pelo driver - não será a presença daquele diodo que estará contribuíndo para que a corrente fique circulando "indefinidamente"???
Isso, com somente uma correçãozinha e um complemento: Os motores foram colocados em paralelo, e não em série; e a corrente fica circulando até que seja "consumida" pelas perdas na bobina e no circuito do Smile.
Como é muito mais fácil manter a corrente circulando do que injetá-la num indutor, temos um driver mais eficiente.
Se conseguirmos transferir esta eficiência ao motor quando ele tem que girar (mudar de passo), poderíamos ter um aproveitamento muito melhor do motor (torque, ...).
Considerando as perdas, haverá sempre uma diminuição, mas estas diferenças seriam compensaras pelo driver, que como se fosse um "pinga-pinga" iria mantendo-a nos níveis máximos.
ISSO
Outra coisa quye me ocorreu:
Será que pelo fato de você ter associado 3 motores em série, como será que ficou a "indutância" em relação à "resistência"
Como (acho) a indutância é maior num motor maior, trocando os 3 por um menor seria como trocar por uma indutância menor. Como o campo magnético é proporcional à corrente e ao quadrado do número de espiras, teríamos um campo menor, ou seja, não armazena tanta energia como nos outros 3. Aí o fet do chopper tem que suar um pouquinho mais, sainda da região "muito econômica" :)
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Sugiro continuarmos a troca de idéias sobre os testes térmicos do Smile no tópico dele (http://www.guiacnc.com.br/viewtopic.php?p=19900#19900).
Este continuaria com os detalhes da jiga Smile de testes eletrônicos.
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Juro que estou tentando me atualizar aqui, mas voce escreve muito, nao da para resumir ?
Tenha do dos meus neuronicos, queima FET por que é eficiente ? entao estou com um PC aqui, super eficiente, pois queima de tudo ... fonte, placa mae do bode, CPU, placa de rede, ate a cor eu tive que mudar, mas ele ja esta pensando em queimar o software tambem ... heheheeeeee
Brincadeira Rudolf, mas vou querer entender direitinho estas suas experiencias e quem sabe ate poder lhe ajudar em algo ... hehehee
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Fala sumido :)
Juro que estou tentando me atualizar aqui, mas voce escreve muito, nao da para resumir ?
Respondi em http://www.guiacnc.com.br/viewtopic.php?p=19919#19919 , tá?
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Saiu a primeira fornada :)
A primeira bateria de testes com a corrente de 1,0A terminou, e os dados estão no tópico http://www.guiacnc.com.br/viewtopic.php?p=19992#19992.
O sistema de testes foi começar a segunda bateria de testes com 1,5A, e aí a fonte arriou. A primeira tensão (12V) vai para 10,5V se o Smile fornece 1,0A. Fornecendo 1,5V cai para uns 9V. Fiz um teste rápido com 3,5A, e aí a fonte caiu para uns 8V. Fica difícil comparar dados de 10,5V (que, na verdade, deveriam ser de 12V) com 8V. Parei tudo!!!
Vou ter que refazer a fonte da jiga. Pretendo juntar algumas idéias que pulularam neste tópico páginas atrás, e usar a seleção dos enrolamentos através dos reles (esta parte está pronta) com um TRIAC chaveando o primário dos trafos.
Seria mais ou menos assim: Numa determinada etapa de teste, é preciso que a jiga forneça 50,0V @ 3,0A (por exemplo). O PC manda a jiga chavear os reles de tal maneira que a fonte fornece pelo menos 50,0V, e avisa à jiga que precisa de 50,0V. A jiga chaveia os reles, que faz com que a fonte forneça 52V (por exemplo) ao Smile. O Smile se ajusta automaticamente à esta tensão (este ajuste inicial já faz parte do Smile há muito tempo) e, depois de uns poucos segundos, fornece 3,0A ao motor. Como a fonte é linear, a saída pode cair para abaixo de 50,0V desejados. O PC manda parar tudo, seleciona a próxima tensão (56V, por exemplo), e recomeça a seqüência acima, até que a saída da fonte seja maior do que 50,0V.
A partir deste ponto, a jiga, já sabendo da necessidade do PC (que havia configurado a tensão de saída para 50,0V) começa a controlar o TRIAC do primário dos trafos para que a saída permaneça quase estável em 50,0V.
Sim, haverá ripple na saída da fonte. Só que, como o ângulo de disparo ficaria muito próximo de 0º pelo fato da seleção dos enrolamentos ficar um pouco acima da tensão necessária, o ripple causado pelo disparo do TRIAC deverá ser bem pequeno. Acho que o ripple devido à queda de tensão causada pela fonte linear deverá ser bem maior.
De uma maneira ou de outra, a gente não pode esquecer que cabe ao Smile se virar e fornecer uma corrente estável ao motor, independente de quaisquer variáveis.
Sempre lembrando do Murphy, "Nada é tão simples quanto parece" :)
Ferro de solda, aqui me tens de regresso :D
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Fiz o teste com o triac controlado pelo DSP. Não vou dizer que ficou ruim, ficou simplesmente horrível!!! A tensão ficou variando em torno de +/- 2V. Até pensei em colocar um detector de passagem por zero para poder controlar melhor a tensão, mas mudei de idéia antes mesmo de começar.
Se um trafão daquele tamanho tá arriando a tensão de saída de 13V para 8,5V com somente 3,5A, imagina quando tentar levantar a corrente máxima que o Smile poderá fornecer (imagino algo em torno de 15A)!!! Nem pensar! :shock:
A cabeça começou a girar. A jiga pronta para o teste, o software pronto para o teste, o Smile tirando tudo de letra, querendo mostrar serviço, e tudo parado por causa da fonte.
Normalmente pediria ajuda aos universitários. Como o pepino era muito grande, nem perdi tempo, fui logo pedindo ajuda ao PHD, vulgo mestre dos mestres :)
Liguei para o Sir Jorge e, enquanto colocava de lado um lençol encharcado e pegava outro para continuar enxugando as lágrimas, passei uma dose generosa de óleo de peroba no rosto e ME convidei para baixar na masmorra de mala e cuia. Se o Sir Jorge não conseguisse dar um jeito na fonte, bom, nem vou pensar nisso. AINDA não tá na hora de desesperar :)
Cheguei na masmorra no sábado de manhã, e começamos levantando as necessidades da super fonte. A gente tem que saber exatamente o que quer para resolver um problema. Quem sabe existe outro caminho melhor? E foi o que aconteceu :) Ao invés de usar uma fonte linear, vamos usar uma chaveada!
Cuma??? Se tá difícil fazer uma linear funcionar, o que dirá fazer uma chaveada???
"Elementar, meu caro Rudolf". Vamos pegar uma fonte de PC e alterá-la para que funcione da maneira que a jiga precisa. Ohhhhhhhhhhh!!!!! :)
Começamos pegando uma fonte AT de 200W e verificando como alterá-la. Para pegar uns atalhos, nos baseamos num email antigo do mestre Fabio Cicuto, especialista neste tipo de cirurgia plástica :)
Tira um capacitor daqui, arranca outro dali, tem uns resistores sobrando acolá... Até parecia uma lipo-aspiração :)
UAU!!!! Através de um potenciômetro de ajuste, conseguimos variar a saída de uns 8V a 25V, mole, mole :)
Aproveitei que o Sir Jorge foi dar umas voltas e resolvi mostrar serviço, tirando fora o trafo, deixando as extremidades dos enrolamentos à vista. Após colocar todos os enrolamentos do secundário em série, cheguei a estonteantes 100,3Vac! Bão, usando a calculadora, 100,3Vac devem chegar nuns 140Vdc :shock: Isso numa fontinha usada de PC de 200W!!! 8)
Próximo passo, ligar os enrolamentos em série ao restante do circuito. E o resultado foi chocante, mais impressionante do que poderia imaginar!
Começou fazendo uns ruídos "bzzzzbzbbzrrrrrffff fffssssssxxxxxxx POU!!!" :shock: (cara de "o que foi que eu fiz?")
Uma súbita, grossa, volátil e farta fumaça cinza suge do meio das entranhas, não de um, mas de dois transistores... Será que não prá imaginar o susto, o gagaço e o glup que dei? Era algo do tipo "será que dá prá voltar a fita só uns segundos?".
E, quando estava começando a me acostumar com o clima de "onde fui amarrar minha égua?", surge, impávido e colosso, Sir Jorge. E solta aquela pergunta tão inocente, que dá uma vontade tão grande de se esconder debaixo da mesa "E aí, como está indo?" :shock: GLUP...
P u t z... É só ele virar as costas e já vou fazendo trapalhada. E logo agora que estava indo tão bem (claro, ele tava acompanhando tudo de perto, evitando que eu fizesse estas trapalhadas). Tava até conseguindo me comportar como aquele aluno pentelho que finalmente consegue fazer alguma coisa de útil. Adeus, reputação que mal nasceu...
Depois de um "já que tem que pifar, que seja assim, explodindo tudo", me sugere que troque os dois transistores (que estavam com um pedaço a menos de uma perna, simplesmente evaporada) e os 2 resistores que vão na base.
E aí começa o tal de troca, checa, levanta pino prá conferir melhor, será que este outro também foi pro s * c o, checa outro, ...
E nada de querer funcionar... Suspeitamos que o controlador, tão amigo e parceiro dos transistores fumadores, os acompanhou ao céu dos componentes... Isso que é amizade :)
Depois de 1 minuto de silêncio pelos ditos cujos, pegamos outra fonte prá brincar mais um pouco. Ainda bem que levei 3 :)
Começa tudo de novo: tira capacitor daqui, resistor dali, e a placa emagrecendo...
Ligamos para fazer um teste: beleza, regulou joinha. e muda aqui, altera ali... E agora, por que não está funcionando como era de se esperar? E muda, altera, tira, poe, confere, testa, ... Catzo, o que tá acontecendo??? Vamos voltar ao que estava antes... Funciona... E recomeça a cirurgia, agora com mais cuidado...
Péra!!! O que este curto está fazendo aqui? Pela enésima vez solto um "Foi mal, aterrei a entrada de realimentação. Deve ser por isso que não estava funcionando direito" (eu disse frases assim o dia todo) Ainda bem que o Sir Jorge tem tanta paciência com os aprendizes de neófitos :)
Bão, depois que os erros são corrigidos, o que sobra é sucata ou algo que funciona. Ainda bem que foi a segunda 8) Ufa... Finalmente...
Legal, vamos colocar carga prá ver se consegue regular a tensão. Aham... Adivinha?
De volta à prancheta! O que foi desta vez? Sabe como é gato escaldado tem medo de água fria. Por via das dúvidas, conferi, reconferi e triconferi. E não é que...
Pô, agora tava certo! Que marcação da sua parte, achar que só faço trapalhada!!!
Bão, sendo assim, por que não funciona direito? "Então tá, vamos encerrar por hoje, ok?"
Conversa sobre isso, conversa sobre aquilo... Causos e mais causos do Sir Jorge :)
"E se a gente colocar a realimentação sinal neste ponto, será que funciona?" E mexe, muda, troca componente. Enfim, funciona 8) "Péraí... Que chiado é esse?" E tome teoria, datasheet, rabiscos... Tenta isso, tenta aquilo... E nada...
"Então tá, vamos encerrar por hoje, ok?" E tome mais conversa :)
"O circuito da fonte tem um RC, que tiramos. Não deve ter nada a ver com esta chiadeira, mas quem sabe?" E tome R, e tome C :)
Liga o interruptor e... cadê o ruído que tava aqui? O rato comeu. E cadê o rato? O gato... Esquece, esta é outra história :) Os dois já tavam vesgos de tanto olhar componente, ler especificações, datasheet, ... O tico já tava no segundo ronco e o Teco, deseperado, aproveitou uma distração e pulou pela janela...
Vê se dá prá imaginar: 2 caras de bobo, um olhando pro outro, sem saber porque funcionou. Enquanto coloco a sugeira debaixo do tapete com um "nem quero saber como funciona este RC", Sir Jorge, solta um "não vou conseguir dormir hoje pensando em como funciona este RC". Como diria meu irmão, "quem nasce Rudolf nunca chega a Sir Jorge" :)
Sei, sei... e a regulação, como fica?
Colocamos uns 15V na saída da fonte através de um potenciômetro e, enquanto Sir Jorge toma conta do multímetro, ligo um resistor de 4R7 (dá uns 3A de corrente). Sir Jorge só pergunta "Já ligou?". A tensão só cai uns 10mV 8) Tentamos com outras tensões, com o mesmo resultado. A saída quase não se altera 8)
Fechamos o final de semana com uma chave de ouro e uma fonte que pode ser regulada de 0V (ZERO volts) a uns 25V na saída original de 12V, e de 0V a 13V na saída de 5V, lindo, lindo, lindo 8)
Mas espere, não é só!
A fonte do PC retifica a tensão em meia ponte. Se colocarmos mais alguns diodos para fazer uma ponte completa, a fonte dobra esta tensão 8)
Detalhe: não sei o quanto os números da fonte são confiáveis, mas a etiqueta da fonte dizia que a potência é de 300W, com as saídas de 5V podendo fornecer 28A e de 12V, 18A 8)
O que mais achamos interessante é que com tanta surra que levamos, conseguimos entender como o controlador do PWM da fonte funciona. Com uma certa facilidade podemos alterar qualquer fonte de PC e ligá-las em série na jiga. Acho que com mais 1 ou 2 fontes podemos chegar a tensões bem mais altas, com correntes muito interessantes e, mais importante, com uma regulação impressionante 8)
A teoria é linda, no próximo final de semana é que vamos ver na prática se isso se confirma :)
Abraços,
Rudolf
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(texto copiado do tópico http://www.guiacnc.com.br/viewtopic.php?p=20476#20476)
Grande Mac,
Falei dos segredos para transformar fonte de PC em fonte variavel ... não disfarça não ... heheheeee
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh hhhhhhhhhhhhhhhhh, tá! Por que não falou logo? :D
Pelo que entendi, a maioria das fontes funciona baseado num controlador de PWM como o TL494. Compare a pinagem do controlador da sua fonte com o TL494 (são MUITO parecidos) e faça a comparação entre os pinos.
Este CI tem um gerador de rampa (gerado por um RC externo) que é comparado com um ajuste de tempo morto (dead-time), pino 4.
A rampa também entra num outro comparador, cuja outra entrada vem da saída de 2 comparadores (pinos 1 e 2, e 15 e 16) e uma entrada de realimentação, pino 3.
Estes 2 comparadores servem para uma série de recursos (sobre corrente, sobre tensão, ...), além de ajustar a tensão de saída propriamente dita. Tire fora todos os componentes que são ligados aos pinos 1, 2, 3, 15 e 16, exceto um RC que costuma existir entre os pinos 2 e 3.
Ah, aproveita e já tira TODOS os capacitores ligados a todas as saídas, a não ser que você queira ver umas explosões :)
O corte-costura e os componentes e a serem colocados são:
Pino 1- resistor de 1K para o terra, e resistor de 4K7 para a saída de 12V;
Pino 2- tap central de um potenciômetro linear de 10K, sendo que uma extremidade vai ligada ao terra e a outra ao pino 14. Também coloque neste pino um capacitor de 100nF ligado ao terra. Mantenha o RC que é ligado ao pino 3;
Pino 3-Mantenha o RC que é ligado ao pino 2;
Pino 4-ligado no terra;
Pino 15-ligado no 14;
Pino 16-ligado no terra;
Coloque o positivo de capacitores eletrolíticos de tensão de pelo menos uns 50V na saída de 5V e 12V, e o negativo no terra.
Este é o feijão com arroz :) Só e somente só isso.
Assim você consegue controlar a saída de 5V (com uns 25A) entre 2V e 13V, e a saída de 12V (com uns 15A) entre 8V e 25V.
Além do feijão e arroz, você quer uma salada, ou seja, controlar a saída a partir de 0V? Alimente o pino Vin (não me recordo do número do pino) com uma tensão entre 8V e 40V. Confirme estes limites com a documentação do controlador da SUA fonte. Estes são do TL494.
Também quer uma verdura? Pegue as saídas do secundário do trafo e retifique em onda completa. O normal é meia onda. Aqui vou deixar em aberto, pois ainda não fiz esta alteração.
Tá a fim de uma sobremesa? Tire o trafo, identifique cada enrolamento do secundário, e religue-os de forma a conseguir maior corrente e/ou maior tensão na saída. Dica de ouro: Se a tensão (retificada) na saída de 12V estiver acima de uns 35V, é necessário alimentar o pino Vin do controlador por uma fonte externa, ou garantir de alguma forma que esta tensão não seja ultrapassada. Experiência própria: tem componente que estoura legal :)
Vai um cafezinho? Use o outro comparador (pinos 15 e 16) que foi desabilitado para fazer um limitador de sobre-tensão, sobre-corrente.
Bom apetite :)
Moleza, não? Como costuma dizer um amigo meu, "depois que a onça tá morta, todo mundo vem e chacoalha o rabo". Da minha parte, só estou tirando a foto com ela e levando a fama, pois quem deu um jeito nela foi o Sir Jorge :)
Abraços,
Rudolf
PS: Me corrijam se estou enganado em algum ponto, tá? Estou escrevendo sem acesso à pinagem do TL494.
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A cavalaria tá chegando!!! Aiôuu, Silver :)
Faz mais de um ano que começamos a fazer o Smile (driver de motor de passo).Por uma gentileza muito grande do mestre Arnaldo, fiquei quase que o ano passado inteiro com o osciloscópio dele emprestado. Depois voltamos a ficar só com os multímetros e a imaginação para saber o que poderia estar acontecendo no circuito.
Agora aconteceu mais uma grande alavancada no projeto!
Aconteceu mais ou menos como apertar mais um pouco o cinto para comprar um fusca, ficar sabendo que o carro mais barato é parecido com um Golf e, quando vamos pegá-lo, nos deparamos com uma Mercedes :shock:
Semanas atrás sentamos com o mestre Arnaldo para ver qual seria o osciloscópio que mais se enquadraria para ter na bancada, levando-se em consideração que o bolso tá curto e que deveria ser o único a ser comprado, ou seja, não existiria a hipótese de trocar por um melhor lá na frente. Chegamos a um digital de 100MHz, pois existem alguns sinais que é muito difícil um analógico pegar e pelas velocidades envolvidas em partes de algum projeto que venha a montar.
Procuramos no Mercado Livre e achamos um digital lindo, 100MHz, 4 canais e por R$ 2500,00. Dado! Olhei no cofrinho e, desânimo geral, mal tinha mil pilas. Fazer o que?
Conversando mais prá frente com o Sir Jorge, chegamos a conclusão que uma boa pedida seria pesquisar MUITO na Santa Ifigênia atrás de um analógico que custasse, no máximo, R$ 1000,00. Claro, não era o ideal. Só que é melhor um pássaro na mão...
Na quarta da semana passada fiquei sabendo que tenho um crédito pessoal já aprovado no banco. Êba!!! Voltemos a procurar pelo digital!
Na quinta mesmo fico sabendo pelo Mercado Livre de um que não só se enquadra no que precisamos como vai bem além. Sempre assessorado pelo mestre Arnaldo e o Sir Jorge, tiro algumas dúvidas com o vendedor e batemos o martelo. Combinamos de ir pegá-lo em Campinas no sábado para pegar umas aulas do funcionamento do bicho.
Surpresa das surpresas! Quem chega no sábado de manhã lá em casa??? Ele, o mestre Arnaldo em carne, osso e simpatia :) Ele também queria ir à Campinas buscar o rapaz. Simbora!!! :)
Chegamos na casa do Marcos (o vendedor do equipamento) e levamos o maior susto: o osciloscópio é gigantesco :) Exatos 483mm x 556mm x 234mm. Prá quem tá acostumado com equipamentos pequenos, este é um verdadeiro Golias :)
Enquanto fiquei conversando um pouco com o Marcos, o mestre Arnaldo pilotava o osciloscópio (o Marcos não o conhecia muito bem). Depois de uns 15min o Arnaldo já estava tão à vontade como se sempre tivesse trabalhado com ele. Quem manja, manja :)
Bão, prá resumir a história, acabamos comprando lebre por gato. É isso mesmo, compramos um gato e veio uma lebre :)
O HP16500A é um analisador lógico e que pode ter um osciloscópio opcional. A CPU é um 68000 rodando HP-UX (uma versão Unix) carregado através de 1 dos 2 disk-drivers. O painel frontal é bem simples. Parece que sem todos aqueles botões de um osciloscópio é mais barato Ele possui um botão giratório (encode), um conector para teclado e/ou mouse (quase não usei o mouse, que, aliás, vem com uns 2m de cabo) e, pasmem, uma tela touch-screen colorida :O Aquela mesma que tem nos caixas eletrônicos. É impressionante a facilidade de uso. A gente fica tão mal acostumado que por diversas vezes quase toquei o monitor do PC :)
Mas espere, não é só :)
O gabinete possui 5 baias para colocação dos módulos analisadores. O osciloscópio é composto de pelo menos 2 placas: uma para a base de tempo (com entrada de trigger e de compensação de sinal) e outra de aquisição (com 2 canais de 100MHz e 400Msa/s). No domingo fui colocar outra placa e percebi que a placa de base de tempo permite a ligação de 4 (QUATRO) placas de aquisição, ou seja, poderia ter um osciloscópio de 8 (OITO) canais :O Nem sabia que existia isso! Tá pouco? Quer mais? É possível ligar outro gabinete de expansão que pode acomodar outro conjunto acima, ou seja, um osciloscópio de 16 canais :O
Além destas 2 placas do osciloscópio, vieram uma placa analisadora lógica de 16 entradas de 1GHz, uma outra de 80 entradas de 100MHz e 2 de geração de padrão digital de 80 saídas cada e taxa máxima de 50Mbit/s
O legal é que estes módulos conversam entre si. É possível mostrar os 2 canais do osciloscópio junto com diversos canais lógicos e mostrar todos os sinais numa única tela e sincronizadas entre si :) Um exemplo seria mostrar no Smile as entradas de pulso e direção, os 4 sinais digitais que vão pros 4 drivers dos mosfets e as tensões em cima dos 2 resistores sensores de corrente. Ainda não conheço o suficiente (mal estou na metade do primeiro manual), mas acho que no exemplo acima poderia programar 1 saída (passo) para que oscilem a uma taxa fixa de 10KHz e outra (direção) que mude de estado a cada 10s. E ainda sobra um monte de entradas e saídas querendo serviço E o disparo do trigger no osciloscópio e no analisador lógico tanto pode ser por um nível de uma entrada analógica como um evento gerado por uma série de entradas digitais. E ainda tem um conector de entrada e outro de saída que são habilitados quando se configura a ligação dos módulos que não faço a menor idéia de como funciona
Pensa que acabou?
Este equipamento foi feito para realizar testes bem complexos (ou eu é que não conheço nada e fico perdido no meio de tanta informação), testes estes controlados por um computador. Para isso ele possui uma interface serial RS-232 e uma HP-IB, que foi criada para este fim. Já tive a oportunidade de acompanhar um teste de telefone público ser realizado de forma bem versátil através deste tipo de recurso. Foi justamente me lembrando daquele teste que imaginei a versatilidade da nossa jiga.
Nem precisa dizer que estou com coceira de fazer todo este potencial funcionar. Infelizmente as pontas de prova não faziam parte do pacote. O Marcos gentilmente me cedeu 2 quebradas, sem a “ponteira”, uma da HP que fazia parte do equipamento e outra da Tektronix. Quero ver se nos próximos dias providencio umas pontas.
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Que lindo - até parece um forno de microondas... :)
Brincadeiras à parte, acho que este será um instrumento de enorme valia para seu laboratório...
Uma das coisas que me chamaram a atenção é a ausência de botôes...apenas uma "jog wheel" e todo o resto em tela de "touch screen"
Conseguiu fazer o "backup" do sistema operacional???
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Que lindo - até parece um forno de microondas... :)
Huá, huá, hua ...
Que perversidade ...
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Jorge,
O Rudolf sabe que eu estou brincando... :D
Mas que parece, parece...
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Rudolf,
Simplismente fantastica a sua aquisição e de excelente qualidade, HP ...
Parabens, isto que eu chamo de presente de Papai Noel, se voce não comprasse por este preço, teria que ser internado no sanatorio ... heheheee
Por acaso ele não deixou algum irmão gemeo desamparado por la ?
Estamos curiosos para ver as imagens que voce vai postar ... heheheee
Parabens !!!
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Grande Reinaldo,
Por acaso ele não deixou algum irmão gemeo desamparado por la ?
Dica de ouro: Entra no eBay e pesquise por HP16500A (este nosso), HP16500B, HP16500C e HP16500H (os irmãos mais novos e com características extras). O modelo H tem até ethernet :shock: Ontem tinham 2 lá num preço MUITO interessante.
Só um toque: o enfoque desta linha de equipamentos é o analisador lógico. O osciloscópio é só um apêndice. Acredite, se quiser.
Na descrição, verifique se tem as placas de osciloscópio, a não ser que você só queira um senhor analisador lógico.
Estamos curiosos para ver as imagens que voce vai postar ...
Ainda vai demorar um pouco. Tenho que terminar a fonte da jiga e fazer os MUITOS testes térmicos do Smile, cada um com um tipo diferente de dissipador/ventoinha...
Abraços,
Rudolf
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Mestre Fabio,
Que lindo - até parece um forno de microondas... :)
Menos... menos... O aquecimento deste é por resistência normal :)
Brincadeiras à parte, acho que este será um instrumento de enorme valia para seu laboratório...
NOSSO laboratório. Da mesma forma que o mestre Arnaldo deixou comigo o osciloscópio dele, deixo este nosso a disposição para quem precisar.
Na minha opinião, quando recebo um favor tenho a obrigação de passá-lo para frente, senão fico em dívida com o universo. Como está difícil sair do negativo...
Uma das coisas que me chamaram a atenção é a ausência de botôes...apenas uma "jog wheel" e todo o resto em tela de "touch screen"
Sabe que quase não mexo com o encode? Sem contar o mouse: só liguei para a foto.
Conseguiu fazer o "backup" do sistema operacional???
O próprio equipamento pode fazer isso. Depois que a gente descobre é óbvio :)
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Ontem o mestre Arnaldo e eu demos um pulo na Santa Ifigênia para ver se conseguiríamos substituir as pontas quebradas das nossas pontas de prova.
Assim que chegamos lá fomos procurar uma loja de instrumentos eletrônicos usados que o Sir Jorge indicou. Depois de dar umas voltas no quarteirão, ficamos sabendo que a loja fechou, tendo sido construido um shopping de informática no lugar.
Perguntamos em um monte de lojas, até que nos recomendaram uma loja que fica na rua dos Triunfos, 155, uma paralela da Santa Ifigênia. É a LCV (223-0322 e 3337-2730) que, além de vender instrumentos usados, também presta serviço de manutenção a estes.
Ficamos conversando um tempão com o Luiz sobre pontas de prova, instrumentos e afins. Pena que não achamos o que estávamos procurando. De qualquer maneira compramos 2 pontas novas de 100MHz.
Até poderia dizer que as pontas são importadas, mas se citar que são chinesas vai denegrir a imagem delas :) Nestas horas faço coro com o Reinaldo, que sempre incentiva o produto nacional.
Olhando os aparelhos em exposição fiquei namorando os analisadores de espectro. Este equipamento é como se fosse um osciloscópio só que, ao invés de mostrar o sinal que está passando no circuito, mostra as freqüências e as amplitudes destes sinais. Muitas vezes um analisador de espectro é a maneira mais fácil de detectar o que está acontecendo de estranho. Na hora pensei no snubber e em melhorar o filtro passa baixa do Rsense. Como quem não quer nada, perguntei o preço do analisador mais barato. Nem sei porque perguntei. Ainda estou andando com barril na cintura porque vendi as calças para pagar o osciloscópio. Masoquismo puro :)
Na volta para o trabalho, comentei com o mestre Arnaldo que um analisador seria bastante útil, só que por um tempo extremamente curto. No mais, seria um acumulador de poeira no armário. Ele comentou que também pensou em comprar um, dizendo que seria muito importante analisar a EMC (Electro-Magnetic Compatibility) do Smile :shock:
Eu só tava pensando em filtros e o cara já tava lá longe. Ô dureza que é acompanhar o pessoal :) A gente corre, corre e, quando acha que tá quase chegando perto, repara que eles estão ainda mais longe... O lado bom é que mantem o Tico e o Teco em forma :)
"Analisador para fazer os filtros? Não precisa de tudo isso", retrucou o mestre. Aí joguei a toalha :) Eu mal saberia usar as informações já mastigadas do analisador, imagina sem ele.
Quem sabe, sabe... E nestas horas é muito bom conhecer tanta gente "sabuda". Mas o analisador não me saiu da cabeça...
Bem depois dei uma fuçada no manual de programação do nosso osciloscópio. Ele possui uma porta serial e uma HP-IB para comunicação com um computrador.
Abrindo um parênteses, dei uma procurada rápida no Wikipedia:
"
In the late 1960s, Hewlett-Packard (HP) was a manufacturer of test and measurement instruments, such as digital multimeters and logic analyzers. HP developed the HP Interface Bus (HP-IB) to enable easier interconnection between instruments and controllers such as computers. The bus was relatively easy to implement using the technology at the time, using a simple parallel electrical bus and several individual control lines."
Traduzindo, HP-IB, também conhecido por GPIB ou IEEE-488, é um padrão criado para que um computador possa controlar até 15 instrumentos ao mesmo tempo. Uma vez vi um sistema deste funcionando. Fiquei tão impressionado que a nossa jiga foi baseada no que vi. Agora tem mais um se juntando ao time da jiga (ou será o contrário?)
Outro detalhe interessante sobre o HP-IB é que os dados trafegam paralelamente, sendo a transferência muito mais rápida que uma comunicação serial. Para efeitos de comparação, a maior velocidade da serial do osciloscópio é 19200 bps, o que dá 1920 bytes/s. Acho que o HP-IB passaria de 100Kbytes/s. Um pouquinho só mais rápido :)
Já andei dando uma olhada nos sinais do HP-IB, e acho que não deve ser (muito) difícil fazer um adaptador ligado na porta paralela do PC. Assim espero :)
Voltando ao nosso osciloscópio, ele possui um comando para enviar ao PC todas as leituras das amostras do sinal. Tá resolvido o problema do analisador de espectro 8)
Hã... Acho que cochilei, porque perdi alguma coisa. Você tava falando do osciloscópio e já pulou pro analisador... Tá resolvido como, homem de Deus??? Explica mais devagar desta vez...
Um osciloscópio digital realiza uma série de amostras do sinal e as transorma em valor digital através de um conversor A/D numa taxa constante. Cada uma das amostras é sincronizada com um evento (geralmente o trigger) e mostrada graficamente no display.
O PC conseguiria ler estas amostras através do HP-IB ou da serial, e mastigá-las com algoritmos de filtros digitais (como Goertzel, por exemplo). Conseguiríamos então uma série de freqüências com suas respectivas amplitudes que poderão ser mostradas graficamente no monitor do PC. Ou seja, nosso osciloscópio, juntamente com software no PC, poderia se transformar num analisador de espectro 8) Tá quase que nem o Bom-Bril com suas mil e uma utilidades :)
Melhor que isso só quando funcionar :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Cade as fotos dos sinais para a gente ficar babando por aqui ?
Achei um tektronics no ML que fiquei babando de vontade ... como é duro ser duro ... heheheee
Da uma olhada que belezura :
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-54537041-_JM
Um osciloscopio digital é muito bom, mas em certas circunstancias não tem como um analogico, vou ficar namorando este ai, derrepente ele cai no meu colo ... heheheeee
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Grande Reinaldo,
Cade as fotos dos sinais para a gente ficar babando por aqui ?
Fotos??? Sinais???
Por enquanto tou só olhando os sinais das fontes do PC que estão sendo alteradas para serem usadas na jiga.
Assim que o circo voltar a armar a tenda tiro umas fotos, tá?
Qual a pose que você prefere do trio caipira Bob, Smile & Jiga? Qual foto você prefere?
Um osciloscopio digital é muito bom, mas em certas circunstancias não tem como um analogico,
Concordo. Uma vez trabalhei com kikusui que era digital ou analógico ao mesmo tempo. Bastava uma tecla e mudava tudo :) Aliás, foi este aqui: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-50972009-osciloscopio-kikusui-digital-cor-5501u-100mhzsemi-novoprom-_JM
O site do vendedor é www.prismaequipamen tos.com.br .
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Ta bom, a gente espera as fotos, depois manda todas ... hehehee
Sobre o cinistrocopio, ainda bem que não termina com "JO" ?! ... mas que bichinho bonito heim ? ... Espera eu limpar um pouco da baba aqui ... heheheee
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Oi pessoal,
Pronto, já temos 5 fontes de PC com saída variável (ajustável por potenciômetro), sendo 4 fontes AT e 1 fonte ATX. Achei interessante o fato de que uma fonte ATX na verdade serem duas fontes, sendo uma interna para alimentação do controlador de PWM TL494. Já nas AT terei que fazer uma fonte extra para alimentar o controlador para que a saída seja regulada a partir de 0V.
Com a alteração que já foi feita nas fontes, cada uma pode fornecer de 0V a uns 23V com uma boa corrente. Fiz um teste com carga de 4R7 (praticamente 5A em 23V) e a tensão de saída só caiu uns poucos mV em toda a faixa de tensão. Não tentei com cargas maiores, mas acho que, se conseguir metade da corrente que consta na fonte, conseguiremos uns 10A mole, mole. Acho que só conseguiremos esta corrente com uns 15V (preciso testar isso melhor). Isso daria uns 150W. Como são 5 fontes no total, isso dá uma potência respeitável. Sem contar que tudo é controlado por um software no PC 8).
Além destas 5 fontes já alteradas, tem outra AT funcionando (que ainda precisa fazer as alterações) e mais 4 que precisam ser consertadas. Pelo pouco que conheço, não deve ser muito difícil. Vamos ver o resultado destas 5. Se faltar fôlego, entra a 6ª que já tá no aquecimento e, em seguida, podem entrar as outras 4 que estão no banco de reserva. Que poder de fogo desta jiga, hein? 8)
Como vamos precisar de tensão bem maior do que estes 23V, teremos que ligar as fontes em série. Aí começou o primeiro desafio: Como fornecer a tensão de referência para cada fonte, não por um potenciômetro em cada fonte, mas geradas pela jiga e isoladas entre cada fonte?
O DSP da jiga, assim como muitos controladores, tem algumas saídas por PWM, facilitando o circuito. Num destes PWM (oscilando em 25KHz) foi colocado um opto-acoplador 4N25, e no foto-transistor dele foi colocado um filtro passa baixa.
Ficou bem bacana o resultado: digito um comando no hiper-terminal, que é recebido pela jiga, que muda o ciclo de trabalho do PWM, que gera uma tensão de referência isolada da jiga, que faz com que o controlador de PWM da fonte forneça uma tensão proporcional ao comando digitado. Depois de pronto é fácil :) Mas que impressiona, impressiona :)
Feito isso, encaramos a segunda dificuldade, muito mais fácil em comparação às tensões de referência isoladas entre si: o terra de cada fonte é ligada ao terra da rede elétrica e à carcaça metálica da fonte. Temos que ter a preocupação de não permitir contato entre os diversos terras, isolando-os entre cada fonte. Se eles se encostarem é curto na certa! Nada que um pouco de corte e costura não consiga fazer :)
Agora que o circuito está funcionando em uma fonte, temos que repetí-lo nas outras 4. Puro trabalho braçal.
Acho que mais um dia ou dois a jiga está pronta (e turbinada) :)
Abraços,
Rudolf
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Rudolf,
Por acaso você pediu para a EletroPaulo ou a fornecedora de energia elétrica aí da sua região, para trocar o cabeamento da rua???
Eles também podem trocar o padrão de entrata, e instalar uma cabine primária para você...
E se a demanda ainda for muita, pense numa sub-estação aí do lado...
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Mestre Fabio,
Por acaso você pediu para a EletroPaulo ou a fornecedora de energia elétrica aí da sua região, para trocar o cabeamento da rua???
Eles também podem trocar o padrão de entrata, e instalar uma cabine primária para você...
E se a demanda ainda for muita, pense numa sub-estação aí do lado...
Menos, menos :D
Só vou ter que providenciar essência de eucalipto, pois durante os testes térmico o escritório fica fechado para não altrerar muito a temperatura ambiente. Aí já viu, né? Imagina toda esta potência num ambiente fechado :)
Abraços,
Rudolf
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Hmmmmm,
Por isso que você estava magrinho no encontro.....
Só não sei se estava cheiroso, porque homem pra mim não passa de simpático...além do que eu nunca iria cheirar seu cangote - não ia pegar bem, né?
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Oi pessoal,
As férias acabaram, e junto acabou a moleza. Ou acabou o trampo e a moleza voltou agora? Ainda não sei direito :)
Passamos estas semanas das férias quase que totalmente em cima das fontes da jiga. A idéia era usar diversas fontes modificadas de PC (AT e ATX) para que forneçam as tensões e correntes necessárias para os testes térmicos do Smile.
Recapitulando, estas fontes modificadas são ligadas em série, sendo que a tensão de cada uma é ajustada pela jiga para que, juntas, forneçam a tensão necessária a cada etapa de teste. A jiga, por sua vez, controla a tensão desta fonte (que alimenta o motor), indica a corrente que o Smile deverá fornecer ao motor e, principalmente, monitora as temperaturas de diversos pontos do Smile e do próprio motor. Por outro lado, a jiga é comandada, através de comunicação serial, por um programa que roda no PC que coordena toda esta confusão :)
O conjunto todo funciona, com uma única exceção: a fonte modificada. Diversas fontes foram modificadas para que fornecessem a tensão e corrente necessárias. A parte da tensão foi fácil: em dois dias foram modificadas cinco fontes. Como as fontes são usadas, cada uma é de um fornecedor diferente, e em cada uma temos que localizar cada componente a ser modificado (ou retirado).
Tudo lindo e maravilhoso, até que foi feito um teste com carga nas fontes já modificadas. Aí começou a queima de fontes. Não, não é liquidação de ponta de estoque! É queima mesmo, com direito a estouros, faíscas, regadas com fumaça, muita fumaça :O
Na pressa acabei pulando algumas etapas. E quanto mais perdia tempo, ficava mais preocupado com o tempo perdido, fazia mais besteira, e mais perdia tempo. E esta ciranda durou duas semanas, até que pedi socorro ao mestre Arnaldo e ao Sir Jorge, que prontamente vieram ao meu auxílio
A queima foi causada por uma série de fatores, sendo que o principal foi a alteração do capacitor de saída. Como tivemos que alterar a tensão deste capacitor, acabei colocando um com capacitância muito baixa. Assim que a fonte fornecia corrente, a saída ficava com ripple muito alto, o TL-494 tentava compensar e entrava em oscilação. E quem mais ralava eram os transistores do primário do trafo principal. Não dava outra: deixavam sair a fumacinha mágica que cada componente tem. O que eu menos entendia era que estas fontes podem fornecer um monte de Watts, e queimavam com menos do que 2A em 8V :O
Quando comecei a entender o porquê de tanto genocídio, parei tudo para atender a um pedido do grande Lolata, que queria testar a super CNC dele com o motor de 4A (que estava emprestado comigo) movido à Smile.
Assim que terminamos alguns testes, trocamos algumas idéias sobre o Smile, enfocado na visão do grande empresário que ele é, sempre acompanhando bem de perto o desenvolvimento do Smile já há bastante tempo.
Logo após esta conversa, fui pedir a opinião dos 3 reis magos (Arnaldo, Fabio e Jorge). Todos foram unânimes em apoiar a sugestão do Lolata. O mestre Arnaldo já havia sugerido algo parecido antes das minhas férias. Como a construção da jiga estava de vento em popa, preferi não ouví-lo. Se arrependimento matasse...
E a jiga, como fica? Bão, por enquanto não fica. Assim que terminar de colocar a idéia do Lolata em prática retorno à construção da jiga, agora sem necessidade de pressa :)
Abraços,
Rudolf
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Grande Rudolf Waller,
Entre uma tortura e outra dos seus componentes eletrônicos, he, he, he . . . permita-me perguntar-lhe; perdi algo ou você espera alguém perguntar " qual a idéia " do nosso amigo Lolata!
Se perdi ou não; o que fazer, perguntei . . .
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Caro Fabio;
Eu falo mais que os cotovelos, até eu agora estou curioso, Vai saber que ideia é essa.
Bom, deixa eu falar um pouco da Smile
Eu coloquei o Motozão de 20 Kilos no Eixo Y da minha maquina V que ainda não está pronta, fiz uns testes movendo o carro de um lado p/ outro simulando uma usinagem
Configurei a placa para trabalhar em meio passo, estou com um fuso de 3/4" com um passo de 2,54mm.
Acertei a configuração assim
Aceleração, 3.000
Start Vel 1.000
Max Vel 12.000
Peguei um arquivo qualquer e comecei a testar, cheguei colocar a velocidade de usinagem a F3500.
Até agora ocorreu tudo certinho sem perder passo, o motor vira mais rapido que minha furadeira, é até bonito de ver.
Deixei o aparato ligado a tarde toda, o motor esquentou um pouco, O Rudolf colocou 3 dissipador na Smile, mas acho que era só p/ impressionar, pois nem morninho eles ficaram.
Eu não sou o mais indicado p/ esses testes, pois não sei muito o que fazer onde eu posso mecher e até que pondo eu devo chegar para ter um bom teste.
Se alguem tiver alguma sugestão, eu agradeço.
Um Abraço.
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Grande Fabio,
Entre uma tortura e outra dos seus componentes eletrônicos, he, he, he . . .
P u t z... Às vezes tenho uma pena deles...
permita-me perguntar-lhe; perdi algo ou você espera alguém perguntar " qual a idéia " do nosso amigo Lolata!
Se perdi ou não; o que fazer, perguntei . . .
Tou chegando lá... Ainda tem muita coisa prá contar. Faz tempo que não escrevia :)
Tem mais capítulos da novela "Corra que o driver vem aí" em http://www.guiacnc.com.br/viewtopic.php?t=64&start=585
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Ontem comecei uns testes estatísticos no Smile para entender melhor umas características da fonte interna que ele possui. Para isso precisei de uma fonte isolada, regulada e ajustável que fornecesse mais de 100V :o Tentei colocar um trafo isolador 110V / 110V com um dimmer, retificador e filtro na reta e não ficou legal. Criei coragem e coloquei em prática uma modificação que faz tempo estava querendo fazer: modificar uma fonte de PC para que me fornecesse esta tensão toda :o
Comecei alterando a fonte conforme esquema anexo. Esta alteração foi feita para a fonte ser ligada na jiga com isolamento galvânico, pois colocaria diversas fontes em série. A idéia é que cada uma das fontes teria a tensão de saída separadamente controladas por PWMs da jiga. Como ontem não estava precisando desta isolação, substituí o circuito do opto por um potenciômetro linear de 10K.
Ficou faltando no esquema a remoção de TODOS capacitores de saída e colocando um de capacitância bem grande (uns 2200uF tá bom) em paralelo com um pequeno de poliéster de 100nF na saída de 12V, e esta saída foi usada no lugar de +5V no esquema. Uso constantemente uma outra fonte com exatamente estas modificações que varia de 0V a uns 28V (sem carga) linearmente 8) Ah! a fonte extra de 12V é que alimenta a ventoinha!
Tendo feito estas mudanças na fonte, tendo a saída variando a saída de 0V a uns 28V, passei para a segunda parte. Substituí os 2 diodos rápidos que fornecem 12V por um MUR1620 convencional (pinagem AKA -> Anodo-Catodo-Anodo), já que vou fornecer tensões bem mais altas que as da fonte original. Tirei o diodo com encapsulamento TO-220 que retifica para 5V e coloquei um MUR1620-CTR (pinagem KAK -> catodo-anodo-catodo), a trilha do comum do trafo foi cortada e ligada no anodo deste diodo. Fiz uma retificação em ponto completa, fornecendo uns 45V. Tá melhorando 8)
Aí fui prá parte mas chata. Removi o trafo e dessoldei os fios dos terminais dele. Após a identificação dos enrolamentos, os liguei aos pares e em seguida, em série, ressoldando-os nos terminais aos pares, conseguindo 56V e com poder de fogo de uns 20~25A de corrente :o Tava muito bom, só que abaixo da metade da tensão que estava precisando...
Repeti o procedimento acima, só que ligando cada enrolamento em série, não mais aos pares. Resultado: 160V regulados e ajustáveis 8) Já ia esquecendo de comentar: o resistor original de 4K7 foi sendo elevado para permitir controle de tensões cada vez maiores. Terminei com um de 33K, gerando a saída de até 140V. Acho que vou colocar um de 4K7 em série com ele para ter um pouco mais de tensão 8)
Abraços,
Rudolf
PS: Estou escrevendo rapidinho pois tenho um monte de coisas para serem feitas antes que meus filhos acordem, pois hoje é dia de ficar com eles :)
PS2: FELIZ DIA DOS PAIS A TODOS :)
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já estamos no feliz natal ... e alguma novidade na jiga?
abraço!
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Grande Blackmore,
já estamos no feliz natal ... e alguma novidade na jiga?
Também aguardando um tempo livre :)
Abraços,
Rudolf
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Oi pessoal,
Ontem fomos na Santa Ifigênia, e um dos lugares que mais gosto de visitar são os shopping centers de lá, conhecidos vulgarmente como sucatões :)
Olha aqui, olha ali e acabei trazendo um brinquedinho que faz MUITO TEMPO estou precisando: um variac (transformador com saída variável) de 1KVA 8)
Agora vai dar prá dar continuidade nuns testes que foram interrompidos por falta de fonte variável e de bancada (que acaba levando muito desaforo) :)
Sir Jorge sempre insistiu em termos este equipamento, de preferência com um motorzinho de passo controlando a tensão de saída. Motorzinho este controlado pela jiga Smile (quem mais? :) ), que é controlada por sua vez pelo PC 8)
Já vai me ajudar MUITO nos testes de liberação e mais ainda nos de desenvolvimento.
Quase trouxe também um potenciômetro vitaminado (50 Ohms @ 100W) para servir de carga nos testes de algoritmo, mas preferi deixar passar (ainda não sei se estou arrependido disso) :)
Abraços,
Rudolf
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Olha aqui, olha ali e acabei trazendo um brinquedinho ...
Tem mais lá ? Quanto ?
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O próximo passo será instalar uma cabine primária no jardim da frente da casa...
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Salve Sir Jorge,
Tem mais lá ? Quanto ?
Tem, sim, de 1KVA a 10KVA :) Comprei na Optek (R. Timbiras, quase ao lado da Mult Comercial) por R$ 250,00.
Abraços,
Rudolf
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Parabéns Rudolf !
Agora sim !
Voce comprou o banco de capacitores tambem ?
Eu tenho um de 500VA e outro de 5KVA e posso garantir que voce fez uma aquisição que não ira se arrepender ... ! ... ;)
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Oi pessoal,
A primeira versão da enésima fonte da Jiga Smile tá pronta. Ela conta com um variac de 2KVA (troquei o anterior de 1KVA por este mais valente) e 2 trafos isoladores. A saída do variac passa por uma ponte retificadora e um capacitor de 2900uF @ 450V 8)
O mais legal é que a tensão de saída é ajustada linearmente. Como os trafos isoladores e o variac tem potência de sobra, a tensão não deve variar muito :)
Agora, o mais impressionante é a tensão máxima de saída: 306Vdc ou 216Vac :o Confesso que, bundão como sou, me escondi atrás da mesa quando coloquei o variac no máximo! Eu, hein? Vai que explode alguma coisa ::) Nem vou comentar do pouco nível de sangue na adrenalina :) Ainda considero 12V alta tensão ;D
O próximo passo (quando tiver mais tempo) é colocar um controladorzinho para organizar a bagunça (deixei uns componentes na placa padrão para ver como ficaria). A configuração de tensão virá da serial (enviada pelo PC, por exemplo) ou pelo teclado. No alto do variac um motorzinho de passo fará o ajuste da tensão, sempre conferida pelo controlador. O display de 7 segmentos mostrará a tensão e o LCD mostrará a tensão configurada e a corrente que a fonte está fornecendo no momento 8)
Abraços,
Rudolf
PS: A foto foi tirada no final de semana passado, ainda com o variac de 1KVA, coloquei o de 2KVA ainda há pouco.
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Olhando para aquele variac alí, com aquele mostrador analógico, lembre de uma passagem de um filme famoso:
IGOR - MORE POWER, MORE POWER!!!!
E logo depois de uns estrondos:
"IT'S ALIVE - IT'S ALIVE!!!!!"
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Rudolf, aqueles pretos são os trafos isoladores ? se for, porquê dois ? comprou novo ? eu estou procurando um para colocar na minha bancada, mas não achei para vender....
Ramede
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Grande Tostines,
Olhando para aquele variac alí, com aquele mostrador analógico, lembre de uma passagem de um filme famoso:
IGOR - MORE POWER, MORE POWER!!!!
E logo depois de uns estrondos:
"IT'S ALIVE - IT'S ALIVE!!!!!"
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Tá quase isso :)
Um curiosidade sobre este filme: O nome do filme não é o mesmo da criatura, mas sim de quem disse estas frases ;)
Abraços,
Rudolf
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Grande Ramede,
Rudolf, aqueles pretos são os trafos isoladores ?
São auto-transformadores, mais conhecidos como conversores 110V-220V. Mais especificamente, estes são de 127V-220V.
se for, porquê dois ?
No trafo original, uma das extremidades do primário e do secundário estão conectadas. Como preciso de isolação, este ponto foi desconectado. Desta forma, no primário ficou 110V e no secundário, uns 90V. Como (um dia) vou precisar de tensões até uns 127Vac, coloquei outro, sendo que os primários estão ligados em paralelo em 127V da rede elétrica e os secundários em série (187Vac).
O bom é que posso usufruir de 2 vezes mais potência, que deve resultar em menor variação da saída em função da carga ;)
comprou novo ? eu estou procurando um para colocar na minha bancada, mas não achei para vender....
Trafos isoladores são MUITO caros. é bem mais barato "adaptar" um ou dois conversores 110V-220V.
Abraços,
Rudolf
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...São auto-transformadores
Para esta aplicação eles precisam suportar uma corrente muito alta?
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Grande Alebe,
...São auto-transformadores
Para esta aplicação eles precisam suportar uma corrente muito alta?
Como a potência total é limitada em 2KVA e a corrente máxima do variac e trafos é de 8A, a fonte conseguiria fornecer estes 8A com a tensão de saída entre 0V a 250Vdc. ACHO que daria prá fornecer mais corrente, desde que o variac tenha algum tipo de ventilação forçada (uma ventoinha, por exemplo) 8)
ACHO que dificilmente a fonte precisá fornecer uma potência tão alta. Como nunca sabemos o que vamos precisar no futuro, é melhor sobrar do que faltar ;)
Abraços,
Rudolf
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Agora entendi, você adaptou dois auto-transformadores para funcionar como um só, mas agora isolador, uma ótima idéia, tenho alguns aqui e vou fazer uns testes....
Ramede