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PROJETOS => Projetos dos Usuários Guia CNC => Tópico iniciado por: André Trigo em 29 de Agosto de 2010, 16:06
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Olá pessoal, estou iniciando o tópico da minha criatura ;D
Acompanho o fórum há um pouco mais de dois anos, e o pouco que sei, aprendi aqui com vocês, e antes de qualquer coisa, quero aproveitar a oportunidade, para mais uma vez parabenizar aos idealizadores desse fórum e a todos que contribuem para a sua qualidade, compartilhando seus conhecimentos e experiências, ajudando pessoas como eu, a materializar seus sonhos...
Pretendo construir uma máquina com 2200mm x 1200mm x 150mm de área útil, para trabalhar com madeiras em geral e alumínio, robusta e com boa acuidade.
Peço a ajuda para definir alguns detalhes que faltam para finalizar o meu projeto e então começar a construir a minha criatura...
Estou pensando em usar um sistema de transmissão por correia sincronizadora, com duas correias, uma de frente para a outra, com seus dentes encaixados (a foto e os links explicam melhor a idéia...), mas usando no motor, um sistema de redução por polias e correia para aumentar a resolução.
Eu gostaria de saber, se com esse tipo de acionamento que penso em usar, se pode conseguir a mesma confiabilidade e eficiência do fuso de esferas, para a minha utilização.
Vídeos:
Motion Tech Automation, Bell-Everman ServoBelt, Fast, High Precision, Long Stroke actuator (http://www.youtube.com/watch?v=Rxag2UZlI6E#)
ServoBelt: amazing belt drive (http://www.youtube.com/watch?v=OdJoVh6DRPA#)
Site:
http://www.bell-everman.com/servobelt.html (http://www.bell-everman.com/servobelt.html)
Obrigado. ;)
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Funciona bem - já fiz uma máquina de corte a plasma assim...
Eu acho que o maior problema será encontrar uma correia com um desenho que permita que os dentes se encaixem um no espaço do outro, e que o custo é dobrado para uma determinada metragem...
Usei correias com alma de aço simples (sem outra correia na parte de baixo) e não notei nenhum problema com distensão ou acuidade.
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Obrigado pela resposta Sr. Fábio,
Eu penso em usar a correia AT5 da Dina (foto com especificações), o Sr. acha que esse modelo serve para esse sistema?
O Sr. acha denecessária a segunda correia?
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André,
Sim - servem - foram exatamente estas que eu usei...
Eu fiz o movimento sem a correia de baixo, e funcionou muito bem...
Dependendo de como pretende acionar o motor, poderá ter uma boa acuidade e repetibilidade até.
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Obrigado pela ajuda Sr. Fábio...
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Pessoal, preciso de ajuda pra definir mais um detalhe...
A minha criatura vai ser de pórtico móvel, parecido com o exemplo da foto, o eixo X vai ter 2510 mm, estou pensando em usar viga U de 203,2 x 57,15 mm com 5,59 ou 7,7 mm de espessura.
Eu gostaria da opinião de vocês pra saber se usando a viga U, pode flambar e/ou vibrar e qual espessura usar...
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Eu acho que não fui muito claro na pergunta anterior... :-[
O pórtico móvel da minha máquina vai ser parecido com esse da foto acima, com algumas modificações, entre elas, laterais mais grossas...
O que eu gostaria de saber de vocês, com seus conhecimentos e experiências, é se a viga U (203,2 x 57,15 mm) com 2510 mm de comprimento e 5,59 ou 7,7 mm de espessura, onde será montado o eixo Z, pode flambar e/ou vibrar. O meu receio é da viga U (só da viga, pois eu sei que pra um pórtico inteiro não vibrar, a história é outra...) flambar ou vibrar, ou os dois rsrsrs...
Seguem imagens da lista de vigas disponíveis no meu provável fornecedor e do que pretendo fazer com a viga... aceito sugestões...
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Eu acho que um tubo de seção retangular é mais rígido que um perfil em "U", mas como as espessuras são bastante boas para o vão livre que você vai ter, acredito que até com 5mm fique bom...
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Obrigado Fábio,
A minha intenção era usar tubo retangular de 200 x 100mm, mas no fornecedor onde pretendo comprar o material para a estrutura, só tem tubos de no máximo 150 x 50mm, e nesse caso, acho que fica com pouca rigidez e com pouca distância entre as guias (ou estou errado?)... e como esse fornecedor, foi o melhor que encontrei, estou pensando nas alternativas...
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Olá pessoal,
Estou terminando o desenho da parte mecânica da minha máquina, e gostaria da opinião de vocês em relação à distância dos patins do eixo Y, se a distância de 400 mm (vista no desenho) que penso em usar, é suficiente ou devo aumentar essa distância?
Lembrando que o pórtico será acionado por duas correias sincronizadoras, uma de cada lado do pórtico e que vou usar guias lineares de seção trapezoidal de 20 ou 25 mm.
E em relação às guias, as de 20 mm dariam conta, ou eu devo pensar nas de 25 mm...?
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Creio que os trilhos de 20 são mais que suficientes - o mesmo vale para os 400 mm de espaçamento entre patins..
Olhando a vista lateral, porque não tentar centralizar um pouco mais o ponto onde o cabeçote será montado ao invés do perfil em "U"?
Há algum motivo em especial para ter feito assim?
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Nada em especial, foi mais pela estética do pórtico... vou fazer a modificação...
Obrigado pela resposta (ajuda), professor Fábio...
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Um video para quem está começando na solda MIG...
Mig Welding Technique Taught by Old Timer (http://www.youtube.com/watch?v=w4RrDeUKcH4#)
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André ,falando sobre o "travessão "do pórtico ,eu estava com planos de fazer uma maquina na mesma ideia que vc postou ,e achei uma viga de aluminio 100x200 da legho system,acredito que de uma boa estabilidade e leveza ,apesar da experiencia zero em cnc ,ja faço minhas maquinas pra marcenaria a anos ,abraços a todos
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cyrilloluthiery,
obrigado pela dica, vou dar uma olhada...
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Pessoal, gostaria da opinião de vocês,
Estou pensando em comprar um nível de precisão quadrangular para nivelar a máquina e também pensando em usá lo como esquadro para construir e alinhar a estrutura, mas conversando com o vendedor, ele me disse, que esse nível exige alguns cuidados, como ser pego apenas pela empunhadura e só ser transportado e guardado na vertical, para não descalibrar as suas bolhas...
Pelo jeito que ele falou, eu fiquei com a impressão que esse nível, apesar da aparência robusta, não é indicado para ser usado como esquadro, pois para isso, ele seria usado em diversas posições e talvez pego e preso por vários lugares...
Alguém sabe me dizer, se eu posso usar esse nível como esquadro, sem correr o risco de descalibrar? Ou não foi para isso que ele foi desenvolvido? Ou o certo é comprar nível e esquadro separados?
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André,
Creio que sejamais simples usar esquadros de construção mecânica, pois este nível é usado para verificações apenas...
Na verdade não basta empregar esquadros e níveis numa construção - deve-se usar ferramentas adequadas e métodos criteriosos de medição que garantam o correto alinhamento do que está sendo construído.
Eu tenho um nivel de precisão plano que uso apenas para alinhar a superficie onde faço as montagens, pois este plano me serve de referencia para tudo - o resto é esquadro, relogio comparador e macete.
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Sim Fábio, sem dúvida, construir uma máquina como se deve, é provavelmente, muito mais complexo do que eu imagino... mas infelizmente, como eu não po$$o contratar mão de obra qualificada para a tarefa, vou ter que dar o meu jeito...
A ideia era usar um nível de precisão apenas para fazer as verificações, mas como eu encontrei esse modelo quadrangular pelo preço do modelo linear. Eu pensei na possibilidade de usa lo como esquadro e assim economizar o valor do esquadro... mas com a conversa do vendedor eu fiquei com receio de não ser a melhor opção, pois deu a entender que esses níveis se descalibram facilmente.
A minha dúvida, é se esse nível (pela sua forma quadrangular) pode ser usado como esquadro, ou se o seu uso em posições diferentes da vertical, vai causar a descalibração das bolhas?
Aproveitando ;D, os paquímetros e relógios comparadores digitais são confiáveis?
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André,
Creio que pode usar sim - basta tomar algum cuidado...
Sobre os paquimetros digitais, tenho usado diáriamente mais pela praticidade e facilidade de leitura (porque preciso de lentes corretivas), e de quebra são muito acurados e confiáveis...
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Obrigado Fábio, por me esclarecer mais essas dúvidas...
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Nobre André.
Tudo em paz por aí, não esqueci de tí. rsrsrsrsr ?
Pois bem, acho que uma ótima sugestão, seriam esquadros usados por serralheiros, que possuem imãs em suas bases, com isso você consegue um bom esquadro, além de uma "fixação" razoável na hora de pontear a estrutura.
Já procurei por aqui, mas só encontrei em uma loja e que ultimamente está em falta.
Sei que lá fora isso é fácil e de simples de se achar, basta sabermos o nome popular e procurar (eu não sei eheheheheh).
Mas acho que irá gastar muito menos e o serviço ficará do mesmo jeito.
Se souber de mais alguma coisa lhe mantenho informado.
Do mais, um grande abraço.
Rubens
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Rubens,
Tudo na paz, graças à Deus... espero que por aí também...
Bem lembrado, eu já vi esses esquadros em algum lugar, são muito úteis, vou ver se consigo encontrar!
Obrigado pela dica!
Grande abraço.
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Pessoal,
Estou decidindo a redução a ser utilizada na minha máquina, e mais uma vez, gostaria da opinião de vocês...
Estou pensando em usar uma redução de 7,2 X 1 com acionamento em meio passo, com as seguintes polias:
Polia D. primitivo Perímetro
10 AT5 15,91 49,97
72 AT5 114,59 359,92
Que pelos meus cálculos, usando uma polia 10 AT5 como polia motora, consigo uma resolução de 0,017 mm...
resolução por passo (em meio passo): 49,97 / 400 = 0,124
resolução final (com redução): 0,124 / 7,2 = 0,017
Os cálculos são esses? Com essa resolução se consegue produzir, com qualidade, peças para modelismo em escala e peças em alumínio para futuras melhorias na máquina?
Alguma recomendação e/ou sugestão?
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Alguma recomendação e/ou sugestão?
Sim - que voce refaça suas contas ;)
Na verdade a idéia está certa mas a análise dos resultados nem tanto.
A pergunta crítica:
- está acionando o que? um fuso, um pinhão de cremalheira? o que?
Da forma que voce colocou, você só mostrou que terá uma resolução "angular" 7,2 vezes melhor que se estivesse acionando um disco (por exemplo) diretamente em meio passo.
Então vejamos:
se o motor está em meio passo, serão 400 passos para dar 1 volta (360°), o que equivale a 0.9°/passo... (graus/passo - note a grandeza)
Se colocar uma redução de 7.2:1 no motor, medirá um deslocamento "angular" no eixo final de 0.125°/passo (graus/passo) - apenas isso.
Aí sim, se estiver acionando um fuso com passo digamos de 5mm, se fosse acionado direto (meio passo e sem redução) teria uma resolução de 0.0125 mm/passo (mm/passo - note a grandeza)
Se estivesse acionando o mesmo fuso só que intercalando a tal redução, a resolução por passo seria de 0,00173 mm/passo (de novo, note a grandeza...)
Não se pode misturar estações...
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Me desculpe Fábio, do jeito que eu coloquei a questão, só tendo memória de elefante ou lendo o começo do tópico para saber do que eu estava falando... :-[
Eu esqueci de relembrar que vou usar correia sincronizadora aberta para fazer o acionamento dos eixos X e Y, a polia motora a que me referi, é a que ilustro na imagem e a redução 7.2:1 será usada entre a polia motora e o motor, para melhorar a resolução do conjunto...
Com mais essas informações :-[, o que o Sr. pode me dizer sobre as minhas dúvidas?
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André,
Sem problemas, mas continuo na mesma isto é - preciso saber o tamanho da polia motora - que não é a que está espetada no motor (e que se chama motora também)
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As especificações das polias:
Polia Nº dentes D. primitivo Perímetro
10 AT5 10 15,91 49,97
72 AT5 72 114,59 359,92
Será (salvo recomendação contrária) uma redução 7.2:1 formada pelas polias 10 AT5 e 72 AT5. E no mesmo eixo da polia 72 AT5, outra polia 10 AT5 que fará o contato com a correia aberta...
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Hmmmm - ficou melhor agora...
Seus cálculos estão certos - terá uma resolução teórica de 0.0173 mm/passo com esta redução de 7.2:1
Mesmo que no final a resolução seja um pouco pior, está na casa dos 2 centésimos o que é muito bom...
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Um "muito bom" vindo do Sr. é animador...
Obrigado...
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E não é bom?
Tenho minha máquina que é centesimal e fico muito satisfeito com ela - acredito que a sua seá muito boa também.
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Sim... quando o Sr. diz "que é muito bom", eu entendo como "excelente"...
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Pessoal,
Estou comprando as guias trapezoidais para a minha máquina, mas preciso definir a pré carga dos patins. Estou procurando aqui no fórum, mas ainda não consegui encontrar informações a esse respeito...
Lendo o catálogo (anexo), dá a entender que seria a pesada, mas o vendedor me passou que os patins de 15mm são fornecidos apenas com pré-carga leve ou média... então tenho a impressão que a pré-carga média seja suficiente...
Alguém poderia me informar qual é a pré-carga recomendada (para o uso em nossas máquinas) para os patins das guias trapezoidais de 15mm e 20mm? Leve, média ou pesada?
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André.,
Eu usaria pré carga leve ou média... se os motores são fracos, pré carga leve
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Obrigado Fábio...
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Pessoal,
Estou pensando em usar polias de 12 dentes na redução da minha máquina, mas essas polias são incompatíveis com o diâmetro dos eixos dos motores nema 34.
Então, eu estou pensando em eliminar o cubo da polia (pois o diâmetro do cubo é praticamente o mesmo do eixo do motor) e fazer os dois furos a 90° para fixar a polia, na área dos dentes, como mostra o desenho...
O que vocês acham de se usar essa "solução"?
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Poder pode, mas pode acontecer de aumentar em muito o desgaste da correia por rebarba, então outra sugestão é usar a mesma relação de redução só que com polias maiores...
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Fábio,
Mas se as arestas formadas pelo furo forem arredondadas de maneira que fiquem com um acabamento bem liso, o Sr. acha que mesmo assim vai aumentar o desgaste da correia?
A minha insistência pela polia de 12 dentes é porque eu li em um post seu, falando da vantagem de se ter uma resolução de 0,01 redondo... e com a polia de 12 dentes eu consigo essa resolução (no meu caso, usando acionamento por correia sincronizadora no lugar dos fusos) usando polias que os fornecedores tem em estoque, o que eu não consigo usando uma polia maior...
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André,
Se consegui ajeitar as arestas de forma que não deforme demais o dente da engrenagem, melhor... não vejo muitos problemas se fizer direitinho - é que não é uma prática muito apreciada, mas que pode, pode...
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É, eu também não gosto muito da ideia, mas por enquanto, essa tem o melhor custo benefício...
Tem também aquelas polias em forma de tarugo, para serem usinadas de acordo com as necessidades... Vou continuar procurando, mas já tenho uma alternativa caso não encontre...
Obrigado Fábio
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Pessoal,
Não estou conseguindo achar informações para definir a largura das correias sincronizadoras que farão o acionamento da minha máquina (no lugar dos fusos)...
Meu projetinho lembra o da foto anexa e terá 2200mm x 1200mm x 150mm de área útil, mas como ainda não saiu do papel, não tenho ideia do peso que terá o pórtico.
Eu gostaria de ter uma ideia da largura das correias, para poder prever alguns detalhes da redução e fixação das correias, se alguém puder me dar uma luz...
Vou usar duas correias com cordonéis em aço no eixo Y e uma no eixo X.
Será que as correias de 15mm de largura dão conta?
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O correto seria calcular as cargas nos eixos, mas creio que algo em torno de 15mm de largura seja o suficiente para sua máquina.
A maioria das pessoas compra correias 0.37" o que equivale a 9.4mm (3/8" de largura) - eu não arriscaria.
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Eu esqueci de anexar a foto...
Fábio, essa medida é para as correias abertas ou para as correias da redução?
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Para os dois... mas tem que ver qual o padrão usado.
Para correias em polegadas (xxl, Xl, etc) se usa este padrão e para correias "T", larguras em sistema métrico...
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Por isso que é bom falar com quem entende antes de fazer as coisas, pois eu estava pensando em usar de 20 ou 25mm.
Fábio, aproveitando, mais para frente eu vou precisar de alguns serviços de usinagem. Você despacha aqui para o RJ?
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Despacho sim - escolha a sua transportadora e eu despacho, uai...
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Fábio, o Sr. poderia me enviar por PAC?
E qual a melhor forma para falarmos a respeito?
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André,
Poderemos tratar do assunto por e-mail se preferir...
[email protected]
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Fábio,
lhe enviei um e-mail...
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André,
Desculpe a demora - acabei de ver e estou nendo neste instante...
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Sem problema...
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Pessoal, alguém conhece alguma empresa que faça corte à laser em chapa de aço de 16mm aqui no RJ?
Estou precisando do serviço para começar a construir a minha criatura...
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Pessoal,
O meu projeto esteve praticamente parado por motivos de força maior (incluindo uma perda na família), mas estou voltando às atividades e para variar, gostaria da ajuda de vocês...
Eu acabei de comprar um torninho (novo) e constatei um desalinhamento no carro transversal de 0,27mm no seu curso total, como pode ser visto nesse videozinho que fiz no celular...
Desalinhamento do carro transversal (http://www.youtube.com/watch?v=-LVBsehLTwU#)
O que vocês podem me dizer a respeito? Esse tipo de desalinhamento é comum e/ou está dentro das tolerâncias?
OBS: Constatei o mesmo desalinhamento na flange da castanha.
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Pelo que eu ví no video, o esquadro está apoiado no barramento, mas como voce garante que ele está perpendicular em relação ao alinhamento longitudinal do torno?
Normalmente se faz esta verificação com um paralelo apoiado no platô ou na placa do torno - assim como voce fez pode induzir a erros facilmente.
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Fábio,
Para deixar o esquadro perpendicular ao barramento, eu coloquei o esquadro deitado sobre o barramento e apoiei um dos lados do esquadro na face interna do barramento, que não é retificada mas apresenta um bom acabamento... sendo que eu obtive as mesmas leituras apoiando o esquadro em uma das faces externas do barramento que é retificada e também na flange da castanha...
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Pois é - eu creio que tenha que rever com critério onde apoiar o esquadro, pois me parece que há a possibilidade de não estar medindo corretamente por causa de um mau apoio.
O ideal seria sempre apoiar o esquadro em superficies retificadas e de preferencia primárias (ou de referencia)
Eu creio ser dificil o torno ter um erro de alinhamento assim tão grosseiro, pois nesse caso espera-se alguma coisa na casa centesimal e não decimal.
Se o cabeçote do torno for postiço (parafusado sobre o barramento) veja se ele está corretamente alinhado de preferencia com uma barra retificada presa na placa do torno - veja se a barra está paralela com o barramento - se não estiver, tente ajustar para que fique paralelo - aí sim o flange de fixação da placa deveria estar em esquadro, e consequentemente, se apoiar o esquadro nela e tentar verificar o alinhamento, tenho certeza que terá sucesso.
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Fábio, obrigado pelo interesse em ajudar...
Sim, o cabeçote é postiço, e eu cheguei a tentar alinhar o mesmo em função da leitura no comparador (colocando a ponta do comparador na face da flange do eixo árvore, na linha de centro e movendo o carro transversal (onde a base do relógio estava fixado) de uma extremidade à outra da flange, sendo que o problema é que o cabeçote (e o carro transversal) possui o encaixe em V do barramento, e por isso, quando se começa a apertar os parafusos de fixação do cabeçote o encaixe em V força a volta do cabeçote ao alinhamento de fábrica...
Em relação à prender uma barra retificada na placa... mais um problema... e foi aí que tudo começou! Pois a placa apresentava um batimento significativo (visualmente percebido). Consegui melhorar 99,9% esse batimento com passes extremamente pequenos (apenas para retirar o material necessário) na flange do eixo e da castanha, mas parei quando percebi o desalinhamento...
Fábio, diante dessa minha realidade, o Sr. teria mais alguma ideia?
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André, olha só,
Posso estar enganado mas o ideal é começar a análise pelo centro do torno isto é - verificar se está paralelo ao barramento.
Mesmo que o eixo de testes quando fixado nas castanhas tenha um batimento, poderemos simplesmente ignorar ou melhor ainda, compensar esta excentricidade fazendo uma relação simples:
Com o relogio comparador colocado perto da placa (por exemplo) meço a maior e menor deflexão do ponteiro e tiro uma média: - por exemplo se a barra tem digamos 20mm diametro, e eu encontro uma deflexão de 2 décimos para mais, então sei que a média será de 20,10 (20.00 + 20.20/2).
O mesmo se faz no outro extremo da barra - medem-se as deflexões, tira-se a média e com isso se tem uma imagem do quanto o eixo estaria paralelo ao barramento.
Dá uma olhada aqui:
Rollie Dad Method - Spindle alignment on my mini Lathe from Micromark 7x14 (http://www.youtube.com/watch?v=ZaIuHNFIFNw#)
e aqui:
http://www.neme-s.org/Rollie's_Dad's_Method.pdf
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Fábio, obrigado pelas informações!
Fiz como me recomendou e encontrei um desalinhamento lateral de 0,05 mm e na vertical de 0,08 mm, usando um eixo de amortecedor de carro com 250mm de comprimento para fora da castanha...
Fiz mais um videozinho...
Desalinhamento (http://www.youtube.com/watch?v=KpkOVntSta0#)
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André,
Se o cabeçote estiver mesmo fora de paralelismo, talvez consiga calçá-lo entre a base e o ressalto em "V" que faz a guia.
O correto seria ajustar rasqueteando ou se for algo que requeira uma medida mais radical, usinar mas isso só em óltimo caso mesmo.
muito estranho um torno novo (acertei?) estar assim fora - esse torno é novo mesmo? foi carregado pelo cabeçote? caiu no chão?
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Sim, o torno é novo, comprei de uma loja grande aí de SP há menos de dois meses...
Comigo não aconteceu nada que pudesse causar esses problemas... e o torno também não apresenta sinais de queda ou coisa parecida!
A única coisa que me chamou a atenção foi que o torno veio na diagonal em cima de um estrado de madeira (que me pareceu bem frágil para o peso do torno) e com os seus pés em cima dos vãos do estrado...
Fui tirar umas fotos do estrado e subi em cima para testar e o mesmo cedeu com certa facilidade! E o torno pesa bem mais do que eu... será que foi isso que entortou tudo?
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Fábio, lhe enviei uma MP.
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Atualizando o tópico...
Devolvi o torno... sem dor de cabeça ou despesas adicionais!
Quando comuniquei à empresa os problemas que encontrei, a mesma simplesmente pediu para devolver o torno com o frete por conta dela...
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Pessoal, finalmente eu estou dando continuidade ao meu projeto e mais uma vez eu gostaria da ajuda de vocês...
A estrutura da minha máquina será feita em chapa de aço cortada à laser e dobrada em CNC e terá algumas peças com encaixes do tipo macho e fêmea, e eu gostaria de saber de vocês quanto eu tenho que deixar de folga (entre os encaixes macho e fêmea) para que esses encaixes fiquem bem justos (sem folgas), mas de maneira que não causem problemas na hora da montagem...
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Pessoal, eu estou pensando em deixar 0.3 ou 0.4 mm de folga entre os encaixes macho e fêmea de chapas de 6.35 mm de espessura... o que vocês acham?
Minha dúvida é porque já li que nos encaixes dos puzzles é preciso deixar uma certa folga para poder encaixar e eu imagino que seja necessário o mesmo em relação aos encaixes em chapas de aço... mas como eu não tenho experiência no assunto, eu gostaria de uma luz do pessoal mais experiente...
Só falta definir esse detalhe para poder orçar os cortes...